Assalto a banco em Nápoles vira cena de filme com reféns e fuga por esgotos

A ação teve como cenário o bairro do Vomero, uma das áreas mais movimentadas da cidade. Enquanto a vida seguia normalmente nas ruas, abaixo do nível do asfalto alguém trabalhava nas sombras. Os criminosos abriram passagem pelas galerias subterrâneas ligadas ao sistema de esgoto, criando um acesso direto ao interior de uma agência bancária. Um trabalho preciso, invisível, que passou despercebido por meses. Quando emergiram, já estavam dentro.
Por volta do meio-dia, parte do grupo entrou pela porta principal, misturando-se ao fluxo normal de clientes. Ao mesmo tempo, outros integrantes surgiram de dentro da própria estrutura do banco, vindos do subsolo.Em poucos minutos, o controle estava nas mãos dos assaltantes.
Cerca de 25 pessoas entre funcionários e clientes foram mantidas como reféns enquanto o grupo se concentrava no verdadeiro objetivo: o cofre. As máscaras improvisadas e o comportamento calculado davam à cena um ar ainda mais cinematográfico.
Dentro do caveau, dezenas de cofres de segurança foram violados. O conteúdo exato ainda é desconhecido, já que apenas os proprietários sabem o que guardavam ali. A estimativa é de um prejuízo significativo, não apenas financeiro, mas também emocional. Objetos de família, documentos e lembranças pessoais podem ter desaparecido junto com o dinheiro e joias.
Do lado de fora, a movimentação chamou atenção. Em pouco tempo, a área foi cercada por forças de segurança, bombeiros e equipes de emergência. A prioridade era salvar os reféns. Os bombeiros abriram uma passagem em uma área blindada, permitindo a evacuação das pessoas, todas libertadas sem ferimentos graves.
Pouco depois, entraram em ação unidades especiais como o GIS, grupo de elite dos carabinieri, que utilizou granadas de efeito moral para tentar surpreender os criminosos. Mas eles já não estavam mais lá.
A saída foi pelo mesmo caminho da entrada. Os assaltantes desapareceram novamente pelos túneis subterrâneos, levando consigo o botim e deixando para trás apenas o vazio. Quando as forças especiais chegaram ao cofre, encontraram apenas sinais da operação. Nenhum rastro dos responsáveis.
O episódio deixou a cidade em choque. Centenas de clientes se reuniram diante da agência em busca de respostas, tentando entender o que havia sido perdido. A operação revela um nível de planejamento raro, com execução precisa e uma logística que lembra grandes produções cinematográficas. Mas, diferente dos filmes, aqui não há roteiro nem final definido. A investigação continua, e a cidade tenta compreender como uma ação tão complexa pôde acontecer sem ser notada.
Em Nápoles, onde história e realidade frequentemente se misturam, até um assalto pode ganhar contornos de ficção.
