
Os dados fazem parte do primeiro Relatório sobre o Turismo Marítimo na Itália, elaborado pela consultoria Risposte Turismo e divulgado pelo jornal Il Sole 24 Ore. O estudo reúne, pela primeira vez, em uma única análise, informações sobre cruzeiros, transporte marítimo de passageiros e turismo náutico.
Um dos destaques é o desempenho do setor de cruzeiros. Em 2025, os portos italianos movimentaram cerca de 15 milhões de passageiros, entre embarques, desembarques e escalas, o equivalente a aproximadamente 35% de todo o tráfego de cruzeiros no Mediterrâneo. Com esse resultado, a Itália ocupa o posto de segundo maior mercado do mundo para esse segmento, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e à frente da Espanha.
A tendência continua positiva. As projeções para 2026 indicam que o volume de passageiros deverá superar 15,3 milhões, acompanhado também pelo aumento do número de escalas de navios de cruzeiro nos portos italianos.
O transporte marítimo de passageiros também segue em expansão. No ano passado, 74,3 milhões de pessoas viajaram em balsas, catamarãs e hidrofólios que conectam o continente às ilhas e às diversas regiões costeiras do país. O crescimento demonstra a importância desse modal não apenas para o turismo, mas também para a mobilidade cotidiana em um país com milhares de quilômetros de litoral e dezenas de ilhas habitadas.
Ao todo, mais de 500 municípios italianos participam diretamente dessa economia ligada ao mar, seja recebendo navios de cruzeiro, operando serviços de transporte marítimo ou oferecendo infraestrutura para embarcações de lazer.
Outro segmento em crescimento é o turismo náutico. O levantamento mostra que a demanda continua sendo impulsionada principalmente pelos próprios italianos, responsáveis por pouco mais da metade dos clientes. Ao mesmo tempo, o mercado internacional ganha espaço e já representa quase 46% do setor, com destaque para visitantes da Alemanha, Estados Unidos e França, que lideram o aluguel de embarcações nas águas italianas.
A infraestrutura acompanha esse desenvolvimento. A Itália conta atualmente com cerca de 172 mil vagas para embarcações em marinas e portos turísticos. Ligúria, Toscana, Sicília e Sardenha concentram a maior capacidade de atracação, confirmando seu protagonismo no turismo marítimo do Mediterrâneo.
As perspectivas para este ano permanecem otimistas. A maioria das empresas do setor espera ampliar o número de clientes, impulsionada pela recuperação das viagens internacionais e pela crescente procura por experiências ligadas ao mar, desde grandes cruzeiros até o aluguel de barcos para explorar o litoral italiano.
Os números reforçam o peso estratégico da chamada economia azul na Itália. Além de movimentar milhões de turistas, o setor gera empregos, impulsiona atividades portuárias, fortalece o comércio local e beneficia hotéis, restaurantes, operadores turísticos e empresas de transporte em centenas de cidades espalhadas pela costa italiana.
