Mais um escândalo de Cidadanias italianas falsas para brasileiros: preso homem na Sicília

A investigação, conduzida pela Squadra Mobile de Agrigento e coordenada pela Procuradoria local, começou em 2023 e apurou um sistema que, segundo a acusação, permitia a brasileiros obter o reconhecimento da cidadania italiana por descendência mediante documentos falsos, falsas declarações de residência e hospedagem e pagamentos para acelerar os procedimentos.
As práticas eram concentradas principalmente em duas agências de Raffadali. De acordo com La Sicilia, os brasileiros envolvidos teriam pago entre € 3.500 e € 5.000 para conseguir a cidadania e, em alguns casos, também o permesso di soggiorno.
O esquema teria envolvido também funcionários públicos e agentes municipais de diferentes cidades da região, principalmente Camastra, Comitini e Porto Empedocle.
Entre os crimes investigados estão corrupção, falsidade documental, revelação de segredo de ofício, favorecimento da imigração clandestina, lavagem de dinheiro e autolavagem. O homem preso é de Raffadali e foi levado para a penitenciária de Agrigento. Já a inspetora da Polícia Municipal de Porto Empedocle ficará afastada do exercício do cargo por seis meses.
As medidas foram determinadas pelo Tribunal do Riesame de Palermo depois que a Procuradoria de Agrigento recorreu contra a decisão inicial do juiz de investigações preliminares, que havia rejeitado os pedidos. Em 3 de setembro, a Corte de Cassação rejeitou os recursos apresentados pelos investigados, tornando definitivas as medidas cautelares executadas no dia seguinte pela polícia.
A investigação já havia produzido outras medidas cautelares em maio deste ano. Ao todo, 314 processos de cidadania foram analisados no âmbito do caso, enquanto o procedimento principal envolve 22 investigados. A Questura ressalta que as medidas se baseiam nos elementos reunidos durante a investigação e que as responsabilidades penais serão definidas pela Justiça.
