Mais um escândalo de Cidadanias italianas falsas para brasileiros: preso homem na Sicília


A polícia italiana desarticulou mais um capítulo de um esquema para obtenção de falsas cidadanias italianas por brasileiros na província de Agrigento, na Sicília. Segundo a Questura de Agrigento, um homem de 56 anos, proprietário de uma agência de serviços administrativos, foi preso, enquanto uma inspetora da Polícia Municipal de Porto Empedocle foi suspensa do cargo por seis meses. A investigação envolve 22 pessoas e 314 processos de cidadania.

A investigação, conduzida pela Squadra Mobile de Agrigento e coordenada pela Procuradoria local, começou em 2023 e apurou um sistema que, segundo a acusação, permitia a brasileiros obter o reconhecimento da cidadania italiana por descendência mediante documentos falsos, falsas declarações de residência e hospedagem e pagamentos para acelerar os procedimentos.

As práticas eram concentradas principalmente em duas agências de Raffadali. De acordo com La Sicilia, os brasileiros envolvidos teriam pago entre € 3.500 e € 5.000 para conseguir a cidadania e, em alguns casos, também o permesso di soggiorno.
O esquema teria envolvido também funcionários públicos e agentes municipais de diferentes cidades da região, principalmente Camastra, Comitini e Porto Empedocle.

Entre os crimes investigados estão corrupção, falsidade documental, revelação de segredo de ofício, favorecimento da imigração clandestina, lavagem de dinheiro e autolavagem. O homem preso é de Raffadali e foi levado para a penitenciária de Agrigento. Já a inspetora da Polícia Municipal de Porto Empedocle ficará afastada do exercício do cargo por seis meses.

As medidas foram determinadas pelo Tribunal do Riesame de Palermo depois que a Procuradoria de Agrigento recorreu contra a decisão inicial do juiz de investigações preliminares, que havia rejeitado os pedidos. Em 3 de setembro, a Corte de Cassação rejeitou os recursos apresentados pelos investigados, tornando definitivas as medidas cautelares executadas no dia seguinte pela polícia.

A investigação já havia produzido outras medidas cautelares em maio deste ano. Ao todo, 314 processos de cidadania foram analisados no âmbito do caso, enquanto o procedimento principal envolve 22 investigados. A Questura ressalta que as medidas se baseiam nos elementos reunidos durante a investigação e que as responsabilidades penais serão definidas pela Justiça.
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