Itália estreia com pavilhão próprio na Bienal do Livro de São Paulo

A literatura italiana ganhou pela primeira vez um espaço próprio na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece até 13 de setembro no Distrito Anhembi. A participação reúne editoras e empresas italianas interessadas não apenas em apresentar seus catálogos ao público brasileiro, mas também em ampliar negócios e a circulação de obras entre os dois países.

Organizado pela ICE – Agência para a promoção no estrangeiro e a internacionalização das empresas italianas em parceria com a Associação Italiana de Editores (AIE), o pavilhão nacional tem cerca de 50 metros quadrados e reúne sete empresas. A seleção inclui livros de literatura, infantil e juvenil, ilustrados, graphic novels e publicações dedicadas a arte, viagens, turismo, gastronomia e educação.

A escolha de São Paulo tem também um motivo comercial. Segundo dados da AIE utilizados pela ICE, o português foi, em 2024, a segunda língua mais procurada para traduções de autores italianos, com 663 títulos, equivalentes a cerca de 8% das vendas internacionais de direitos naquele ano.

A Bienal é um dos principais encontros do mercado editorial latino-americano. A edição de 2024 recebeu cerca de 722 mil visitantes, com mais de 227 expositores e mais de 500 marcas editoriais. A edição deste ano começou em 4 de setembro e tem a Espanha como país convidado de honra.

Para a Itália, a presença em São Paulo abre espaço para um mercado que vai além da venda de livros: envolve tradução, aquisição de direitos, distribuição e novas parcerias entre editoras brasileiras e italianas.
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