A granita, junto com a melancia, é um dos símbolos do verão italiano.
Existem granitas de inúmeros sabores e em diversas variações. Vamos conhecê-las hoje juntos.
Nestes meses, em que o calor intenso é protagonista na Itália e não dá trégua nem aos turistas nem aos moradores, o que poderia ser melhor do que se refrescar com uma deliciosa granita de frutas? Ela pode ser saboreada de diferentes maneiras: com colher ou sem, pode ser bebida, quase mordida, com canudo ou sem canudo. Não existem regras bem definidas: o importante é matar a sede e encontrar um pouco de alívio para o calor do verão.
Hoje, com o avanço das tecnologias e as mudanças culturais, surgiram inúmeras variações. Permanecem as versões clássicas, aquelas mais aguadas e as mais cremosas, com álcool e sem álcool. Acredite: são criadas até mesmo versões salgadas de granita, além de interpretações inspiradas em coquetéis famosos, como gin tônica e Aperol Spritz.
A granita pode ser saboreada enquanto se passeia entre os monumentos das belíssimas cidades de arte italianas, à beira-mar ou durante um quente dia de verão. Mas a história da granita nos leva ao sul da Itália e, em particular, à Sicília.
A história dessa especialidade de verão tem, de fato, suas raízes no extremo sul da Itália, na Sicília. Uma história com mais de mil anos. Já nas épocas romana e grega, a neve era recolhida no Etna e nas regiões montanhosas dos Nebrodi e Peloritani, para depois ser armazenada nas chamadas “niviere”, grandes cavidades utilizadas para conservar a neve pelo maior tempo possível. Palha e folhas criavam uma camada isolante, permitindo assim preservá-la também durante os períodos mais quentes. Era um recurso extremamente precioso, em uma época em que ainda não era possível produzir gelo artificialmente.
Mas a verdadeira transformação aconteceu com os árabes e a consequente dominação da ilha, entre os séculos IX e XI. Foram eles que difundiram o costume de preparar bebidas refrescantes misturando neve ou gelo com ingredientes aromáticos e doces, contribuindo para uma tradição da qual, através de uma longa evolução, surgiria a granita siciliana que conhecemos hoje.
Nos séculos seguintes, a receita continuou evoluindo. Com a chegada da refrigeração moderna, começaram a se tornar cada vez mais comuns as máquinas capazes de misturar continuamente a preparação, permitindo obter aquela consistência característica que distingue a granita.
Os instrumentos podem ter mudado, mas a essência permanece sempre a mesma: água, açúcar e o ingrediente escolhido para dar sabor. Limão, laranja, morango, café, Coca-Cola e muitos outros sabores. Na Sicília, naturalmente, não faltam algumas das interpretações mais tradicionais e características da região, como as versões de amêndoa e pistache.
Mas, como acontece com todo produto gastronômico acessível a todos, é a mão de quem prepara que faz a diferença. Por trás de uma boa granita não existem apenas água, açúcar e o ingrediente que define seu sabor, mas também a escolha de matérias-primas de qualidade, o equilíbrio correto da receita, as proporções adequadas de açúcar e um processo de preparação cada vez mais preciso, possibilitado também pela evolução das máquinas utilizadas. Detalhes que, quando combinados, determinam a consistência, a cremosidade e a intensidade do sabor.
O culto ao Spritz já é, há vários anos, um fenômeno global. Além da versão clássica, consumida durante o aperitivo, encontramos também uma releitura em forma de granita. Confira uma possível receita, que, naturalmente, na versão granita difere da preparação tradicional do coquetel.
Você vai precisar de:
9 cl de Prosecco
4,5 cl de Aperol
3 cl de xarope de açúcar (preparado com partes iguais de água e açúcar, dissolvidos juntos em fogo bem baixo)
1,5 cl de vodca
1,5 cl de suco de laranja
1 cl de suco de limão-taiti
1 pitada de sal
Coloque tudo no liquidificador junto com cerca de dez cubos de gelo. Depois de obter a consistência desejada, a granita pode ser servida no copo de sua preferência e consumida imediatamente.

