Colunas que parecem existir e desaparecer ao mesmo tempo, atravessadas pela luz, pelo céu e pelas fachadas dos edifícios que cercam a Piazza Mignanelli.
É a nova intervenção com a qual Edoardo Tresoldi entra no coração monumental de Roma, colocando em diálogo a linguagem da arte contemporânea com um dos cenários históricos mais reconhecíveis da capital.
A obra se chama “Selva” e nasce de uma reflexão sobre a coluna como elemento originário da arquitetura e sobre sua relação simbólica com a árvore. Uma espécie de bosque construído, no qual natureza e arquitetura acabam por se sobrepor.
A transparência da malha metálica, marca estilística de Tresoldi, permite que a praça permaneça sempre visível: prédios, céu e pessoas tornam-se parte da própria obra.
A instalação foi encomendada e promovida pela Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, particularmente ligada à Piazza Mignanelli, onde fica a PM23, o espaço cultural da Fundação. O projeto é desenvolvido em colaboração com Roma Capitale e o Municipio Roma I Centro, enquanto o texto crítico que acompanha a intervenção é assinado por Piergiorgio Caserini.
A Piazza Mignanelli confirma assim sua nova vocação como espaço de encontro entre patrimônio histórico e criatividade contemporânea. Nos últimos anos, a Fundação já trouxe ali intervenções de importantes protagonistas da arte internacional, transformando um dos cantos mais elegantes do centro histórico em um palco artístico a céu aberto.
Com Tresoldi, o diálogo muda novamente.
As colunas não tentam competir com a monumentalidade de Roma. Elas a atravessam, deixando-se atravessar.
Uma arquitetura transparente no coração de uma cidade construída sobre pedra: passado e contemporâneo voltam a se encontrar, desta vez a poucos metros da Piazza di Spagna.

