Trento, no norte da Itália, ocupa o primeiro lugar entre as cidades italianas onde se vive melhor, segundo um levantamento da Rome Business School (RBS). A cidade supera Aosta e Bolonha em uma classificação que considera fatores como mobilidade, economia, qualidade ambiental, serviços públicos, saúde, segurança e acesso à moradia. Milão aparece em nono lugar e Roma, na 13ª posição.

O estudo avalia as capitais regionais italianas a partir de seis categorias, procurando identificar quais cidades oferecem melhores condições de vida aos moradores. A análise considera não apenas a riqueza e as oportunidades de trabalho, mas também aspectos cotidianos, como o tempo gasto nos deslocamentos, a qualidade do ar e a eficiência da administração pública.

Trento alcançou 52,5 pontos na média dos indicadores, seguida por Aosta, com 51, e Bolonha, com 47,5. A cidade do Trentino-Alto Ádige se destaca pelo equilíbrio entre as diferentes categorias, especialmente pela mobilidade urbana e pela eficiência energética. Cerca de 46% do território municipal é coberto por áreas verdes, e a expectativa de vida chega a aproximadamente 85 anos.

Morar em Trento, porém, não é barato. Os imóveis custam, em média, entre 3.300 e 3.500 euros por metro quadrado, com valores de até 4 mil euros nas áreas centrais. O aluguel de um apartamento de três cômodos gira em torno de mil euros por mês.

Aosta, segunda colocada, também se beneficia das dimensões reduzidas da cidade e da proximidade com os Alpes. O município se destaca pela qualidade ambiental e pela facilidade de deslocamento: percorrer dez quilômetros leva, em média, 13,5 minutos, enquanto em Roma e Milão o mesmo trajeto pode ultrapassar meia hora.

Bolonha, terceira colocada, combina tradição universitária, serviços públicos digitais e oportunidades profissionais. Cerca de 60% dos moradores utilizam aplicativos ou serviços on-line para se relacionar com a administração pública, e a cidade registra aproximadamente 178 estudantes universitários por mil habitantes.

Apesar de ser o principal centro econômico italiano, Milão ocupa apenas a nona posição, com 43,3 pontos. A cidade lidera na categoria econômica, com um PIB superior a 228 bilhões de euros, PIB per capita de aproximadamente 52,8 mil euros e taxa de desemprego de 4,3%. Os elevados custos da moradia, o trânsito e a poluição, porém, reduzem sua pontuação geral.

Roma aparece em 13º lugar, com 39 pontos, enquanto Turim ocupa a 11ª posição e Nápoles está entre as últimas colocadas. O resultado mostra que a concentração de empregos e riqueza não garante necessariamente melhores condições de vida.
A classificação também destaca Gênova, que lidera a categoria de qualidade de vida, baseada em indicadores como expectativa de vida, serviços de saúde, segurança no trânsito, risco de pobreza e acesso à moradia.

O levantamento ajuda a compreender por que cidades de porte médio podem oferecer vantagens em relação às grandes metrópoles. Trento lidera não por ser a mais rica ou por ocupar o primeiro lugar em todos os indicadores, mas pela combinação de condições ambientais, mobilidade, serviços e qualidade de vida.
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