No sábado, 28 de fevereiro, o palco do Festival di Sanremo se prepara para receber uma das vozes italianas mais celebradas no mundo: Andrea Bocelli será o superconvidado da noite final. O anúncio foi feito ao vivo durante a Domenica In, quando o diretor artístico Carlo Conti revelou o nome que irá coroar a última noite no icônico Teatro Ariston, símbolo de décadas de música italiana.
Uma escolha que imediatamente despertou o entusiasmo do público e reforça o prestígio do Festival, reafirmando a grande tradição vocal italiana. Bocelli, capaz de transitar com naturalidade entre o repertório lírico e o pop, encarna a dimensão internacional da música italiana: mais de 90 milhões de discos vendidos, apresentações em casas históricas como o Teatro alla Scala, em Milão, e o Metropolitan Opera House, em Nova York, além de colaborações com estrelas globais como Céline Dion, Ed Sheeran e Sarah Brightman.
Sua presença na noite de encerramento não é apenas uma homenagem à carreira de um artista simbólico, mas também um gesto narrativo potente. Em uma edição que mistura novas tendências, experimentações e diferentes gerações, a chegada de Bocelli representa um momento de síntese: a tradição que encontra o presente, a técnica vocal que se transforma em relato coletivo e emoção compartilhada.
O Ariston se prepara, assim, para um encerramento solene e carregado de emoção. Porque, se Sanremo é o espelho da evolução do gosto musical italiano, a voz de Andrea Bocelli continua a lembrar que certas emoções são verdadeiramente atemporais, capazes de atravessar fronteiras, idiomas e gerações.

