O topo da alta gastronomia italiana tem endereço em Abruzzo. Segundo a nova edição do guia Gambero Rosso, o melhor restaurante da Itália é o Reale, comandado pelo chef Niko Romito, que conquistou a marca recorde de 99 pontos, a maior pontuação já atribuída pela publicação. O restaurante fica em Castel di Sangro, na província de Áquila, no coração de Abruzzo, onde Niko Romito lidera uma das casas mais prestigiadas da gastronomia nacional.
Niko Romito nasceu em 1974, em Castel di Sangro, na região de Abruzzo. Sua trajetória na gastronomia começou no estabelecimento da família, o Reale, que inicialmente funcionava como uma confeitaria e, posteriormente, foi transformado em uma trattoria. Em 2000, Romito assumiu o comando do negócio ao lado da irmã, Cristiana. Autodidata na cozinha, desenvolveu ao longo dos anos uma identidade gastronômica própria e um projeto que reúne alta gastronomia, formação profissional e pesquisa. Em 2011, o Reale deixou Rivisondoli e se mudou para Castel di Sangro, passando a ocupar os espaços de Casadonna, um antigo mosteiro do século XVI.
Com o resultado, o Reale confirma sua posição no primeiro lugar da gastronomia italiana, à frente de alguns dos nomes mais consagrados da alta cozinha. Na segunda colocação aparece a Osteria Francescana, em Modena, comandada pelo chef Massimo Bottura e reconhecida por duas vezes como o melhor restaurante do mundo, com 98 pontos. O terceiro lugar fica com o Piazza Duomo, em Alba, no Piemonte, que alcançou 97 pontos.
A premiação e o anúncio do ranking aconteceram em Roma, durante a apresentação da nova edição do guia Gambero Rosso. O Reale, que já havia recebido as Três Forchette, a mais alta distinção concedida aos restaurantes pela publicação, entra para a história do guia ao alcançar a pontuação inédita de 99 pontos.
A gastronomia italiana se prepara para um novo retrato de sua excelência. A edição 2027 do guia reúne 2.573 estabelecimentos, incluindo 316 novas entradas, e apresenta critérios de avaliação renovados, com foco em uma análise global da experiência gastronômica. Para os restaurantes, deixam de existir as pontuações separadas para cozinha, carta de vinhos e serviço, substituídas por uma avaliação única, que considera a experiência oferecida ao cliente.
O guia mantém três símbolos para distinguir as diferentes categorias de estabelecimentos: os garfos para os restaurantes, os camarões para as trattorias e as garrafas para os wine bars. Cada categoria recebe de uma a três distinções, de acordo com o nível de excelência alcançado.
Entre as principais novidades estão seis estabelecimentos que passam a integrar o grupo das Três Forchette: Condividere, em Turim; Glam Enrico Bartolini, em Veneza; Materia, em Cernobbio; Orma, em Roma; e o restaurante Famiglia Rana, em Oppeano, além do retorno do Signum, na ilha de Salina.
A edição também contempla prêmios especiais para três nomes que ajudaram a construir a história da gastronomia italiana: Dal Pescatore Santini, em Canneto sull’Oglio; Enoteca Pinchiorri, em Florença; e Don Alfonso 1890, em Massa Lubrense.

