Alberto Magrì abre confeitaria em Milão: a história do confeiteiro italiano mais seguido nas redes sociais

Quem tem Instagram ou TikTok certamente já se deparou com um de seus vídeos, enquanto prepara verdadeiras obras de arte à base de chocolate, cremes e massas.

Estamos falando de Alberto Magrì, de 27 anos, que abriu sua própria confeitaria na capital italiana da moda, Milão.

Sete milhões de seguidores no Instagram e uma inspiração declarada: Cédric Grolet. Na minha opinião, não há como negar que Alberto incorporou elementos do estilo de Grolet, tanto na estética quanto na edição e na produção de seus vídeos.

A confeitaria fica na Corso Italia, 3, dentro de um belíssimo edifício em estilo Liberty.

Alberto Magrì, nascido em 1999, conseguiu construir seu próprio nome no mundo da alta confeitaria. A paixão e a determinação foram fundamentais para esse crescimento, juntamente com o forte apoio das redes sociais.

Seus vídeos se tornaram virais em todo o mundo: olhar sério e cúmplice para quem assiste, sons, estética, tudo é pensado para prender a atenção na preparação e na qualidade do produto.

O som da massa folhada crocante se quebrando e o creme transbordando generosamente fazem com que seus milhões de seguidores quase sintam água na boca através da tela.

Por trás desses vídeos, porém, existe muito estudo e uma longa experiência profissional construída por Alberto Magrì.

Sua trajetória começa sob a supervisão de seu pai, na confeitaria da família, a Pasticceria Magrì de Livorno. Alberto começou a trabalhar aos 16 anos, e seu pai, Raffaele, ensinou a ele as bases do ofício, o valor do sacrifício e a dedicação.

A confeitaria da família Magrì possui uma forte tradição familiar, é ligada à produção artesanal e apresenta importantes influências do sul da Itália.

Sua paixão ultrapassa as fronteiras regionais da Toscana e o leva a aperfeiçoar suas técnicas e ampliar sua visão em direção ao futuro.

Bases clássicas, visão moderna.

Como é a confeitaria Magrì de Livorno?

Mas como é, na prática, a experiência de quem entra na tradicional confeitaria de Livorno? O primeiro impacto é particular. O ambiente possui uma identidade muito definida, tanto que alguns clientes o descrevem como quase “tirolês”, uma escolha curiosa para uma cidade litorânea como Livorno.

Aqui, o café da manhã é levado muito a sério, mas sem formalidades. O serviço é rápido e informal: o cliente faz o pedido, paga no caixa e depois retira no balcão. Nos horários de maior movimento, principalmente nos dias mais concorridos, é preciso considerar alguma espera e bastante movimentação.

O balcão é dominado por produtos de dimensões generosas, muitas vezes realmente extralarge. Entre as especialidades mais apreciadas está a sfogliatella riccia, conhecida principalmente pela qualidade da massa e pela generosa quantidade de frutas cristalizadas de laranja.

Também conquistam os clientes os grandes clássicos do café da manhã italiano. Os maritozzi com chantilly são descritos como macios e leves, sem serem excessivamente doces. Os babàs possuem um sabor marcante, mas equilibrado, enquanto o tradicional budino di riso toscano se destaca pela massa frolla crocante e pelo agradável aroma cítrico.

Os cornetti italianos também merecem destaque, com uma massa leve e aerada que mantém uma boa digestibilidade mesmo quando o recheio é generoso.

O sucesso conquistado nas redes sociais transformou a Magrì em um verdadeiro destino para os apaixonados por confeitaria. Não faltam clientes que viajam até Livorno especialmente para tomar café da manhã no local, inclusive vindos de Roma e, em alguns casos, da vizinha Pisa.

É justamente esse interesse crescente que cria uma espécie de contraste entre a imagem sofisticada construída nas redes sociais e a realidade cotidiana de uma confeitaria artesanal que nasceu e cresceu como um negócio familiar.

As diferenças entre a confeitaria de Livorno e a de Milão

As avaliações online continuam sendo, em geral, muito positivas, mas, ao analisar as experiências dos clientes, surgem duas percepções diferentes.

De um lado estão aqueles que valorizam a qualidade dos ingredientes, a leveza dos produtos fermentados e os preços considerados ainda acessíveis. Um café da manhã completo com vários produtos muitas vezes pode ficar abaixo de 10 euros.

Do outro lado está quem chega a Livorno esperando encontrar exatamente aquilo que Alberto Magrì apresenta em seus vídeos virais. E é aí que pode surgir a surpresa: na unidade de Livorno predomina uma confeitaria mais tradicional, clássica e com aparência caseira, enquanto são menos comuns as sobremesas individuais com formas geométricas, os croissants quadrados e os doces com superfícies perfeitamente brilhantes que ajudaram a construir a fama de Alberto nas redes sociais.

Alberto Magrì, que no novo estabelecimento de Milão utiliza simplesmente o nome Magri, sem o acento final, representa uma nova geração de confeiteiros capazes de unir o trabalho artesanal à comunicação digital.

Sua história, porém, não começou nas redes sociais. Alberto vem de uma família que trabalha com confeitaria há gerações e construiu sua experiência dentro do negócio familiar, unindo a tradição a uma grande capacidade de utilizar o mundo digital para divulgar seus produtos.

A nova abertura em Milão representa, portanto, uma nova etapa de sua trajetória: de um lado, a experiência artesanal adquirida ao lado do pai, Raffaele; do outro, um público acostumado a uma estética extremamente cuidadosa e a produtos pensados também para serem fotografados e compartilhados.

O novo estabelecimento em Milão

O novo espaço em Milão é consideravelmente maior e também aposta bastante na experiência visual. As grandes vitrines funcionam como uma espécie de palco: assim como acontece em algumas famosas confeitarias internacionais, Alberto Magrì trabalhará diretamente diante do público, no balcão do estabelecimento, enquanto as pessoas do lado de fora poderão observar a preparação dos produtos e, naturalmente, registrá-la com seus smartphones.

A organização da oferta também segue uma filosofia semelhante à adotada por grandes nomes da confeitaria internacional, como Cédric Grolet, incluindo o modelo de sua unidade da Opéra, em Paris.

O estabelecimento possui 55 lugares. Alguns estão disponíveis para o público que chega sem reserva, enquanto para a maioria das mesas é recomendável fazer uma reserva.

Os ambientes, completamente reformados, ocupam três andares e contam com elementos de design da Cappellini nas cadeiras e da Tom Dixon na iluminação.

No térreo fica o balcão, à esquerda, enquanto algumas mesas estão dispostas na parte da frente e à direita. O andar superior abriga um salão maior, com mesas, sofás e outros assentos voltados diretamente para o balcão.

No andar inferior ficam os laboratórios e outros lugares para sentar, com espaços que também podem ser utilizados para eventos privados e corporativos.

Os preços

No balcão, seguindo uma tendência já consolidada nas confeitarias contemporâneas, as sobremesas individuais são expostas sob elegantes cloches transparentes.

O preço é de 12 euros por doce. Entre as opções estão a Pavlova, o Chicco, inspirado no café e reinterpretado como um tiramisù, o Cocco, a Fragola, preparada com o efeito hiper-realista das frutas, e Amalfi, uma sobremesa de limão que reproduz a aparência da fruta. Entre as opções também está o Pop Corn.

Do outro lado do balcão, ficam expostos os diferentes tipos de croissant, também visíveis da rua.

Para o café, é utilizada uma máquina XLVI, enquanto os blends são da Pascucci. Os chás e infusões disponíveis para pedir à mesa também são da mesma marca, com preços entre 4,50 e 6 euros.

Para o tradicional café da manhã italiano, os preços são os seguintes: cornetto 3,50 euros, cornetto recheado 4 euros, New York Roll 4 euros, coda d’aragosta 7 euros e 9 euros na versão com pistache.

Compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *