Decanter World Wine Tour 2026: Itália é a rainha, 6 vinhos entre os 50 melhores do mundo

A edição do Decanter World Wine Tour 2026 elegeu nada menos que 6 vinhos italianos entre os 50 melhores do mundo.

Chegando à sua 23ª edição, o Decanter World Wine Tour reúne todos os anos milhares de rótulos provenientes de dezenas de países, avaliados por um júri internacional formado por especialistas do setor, Master of Wine e Master Sommelier. Os vinhos são degustados e julgados segundo rigorosos critérios de qualidade, com a atribuição das medalhas de Bronze, Prata, Ouro e Platina, até o prestigioso «Best in Show», o maior reconhecimento da competição.

Após as avaliações, o percurso segue com um verdadeiro tour internacional de eventos e encontros dedicados ao vinho. As garrafas mais premiadas e os vinhos vencedores das diferentes categorias são apresentados ao público e aos profissionais do setor, transformando os reconhecimentos conquistados em oportunidades concretas de degustação, promoção e intercâmbio no cenário enológico internacional.

Degustações às cegas, com mais de 200 especialistas internacionais do setor. Mais de 17.000 garrafas avaliadas!

A Itália é cada vez mais protagonista no mundo do vinho: uma confirmação que se torna cada vez mais forte e consolidada no cenário internacional.

Entre os vinhos italianos premiados, chama a atenção o Satèn Millesimato 2022, da Freccianera, a única bollicina italiana a conquistar o “Best in Show”. A Freccianera é uma histórica empresa italiana, com sede em Borgonato di Corte Franca, fundada em 1927 por Antonio Berlucchi. Sim, você leu corretamente: é justamente o sobrenome associado ao famoso espumante italiano. Pioneira do Franciacorta, a Freccianera conquistou um total de sete títulos com as duas Riserva Casa delle Colonne, os Millesimati Extra Brut 2022, Brut Nature 2022 e Brut Rosé 2022, além do Brut 25 Blanc de Blancs não safrado.

O método Franciacorta é um processo de produção muito rigoroso, regulamentado pela denominação DOCG da Lombardia. O método prevê a segunda fermentação na garrafa, uma colheita totalmente manual, uma primeira fermentação em tanque, a adição de açúcares e leveduras e um longo período de maturação sobre as leveduras. As principais uvas utilizadas são Chardonnay, Pinot Nero e Pinot Bianco.

Depois dos reconhecimentos já conquistados, a presença italiana no Top 50 ganha outras cinco etiquetas, todas de vinhos tintos e provenientes de diferentes áreas da Península, do Piemonte à Sicília. Entre elas estão o Trefiano 2021 Carmignano Rosso Riserva, da Capezzana; o Pomorosso 2022 Nizza, da Coppo; o Luigi Baudana 2022 Barolo, da G.D. Vajra; o Vino Nobile di Montepulciano 2021, da Icario; e o Hýbla Biologico 2023 Cerasuolo di Vittoria, produzido pela Tenute Nicosia.

O balanço geral da Itália confirma uma presença particularmente sólida na competição: foram conquistadas 109 medalhas de ouro, acompanhadas por 866 de prata, 1.053 de bronze e 29 de platina. No âmbito regional, o Trentino-Alto Ádige é o território que mais se destaca na categoria Platina, com nove vinhos entre os premiados.

Considerando, por outro lado, o quadro de «Top Medals», categoria que reúne os reconhecimentos «Best in Show», Platina e Ouro, a Itália ocupa o terceiro lugar no ranking mundial, com 144 premiações. À frente da Península estão apenas a França, em primeiro lugar, com 254 reconhecimentos, e a Espanha, em segundo, com 166.

Como são atribuídos os reconhecimentos

A competição utiliza uma escala de avaliação baseada no sistema de 100 pontos. Os vinhos que obtêm entre 86 e 89 pontos recebem a medalha de bronze; aqueles que ficam entre 90 e 94 recebem a de prata, enquanto o ouro é concedido aos exemplares que alcançam uma pontuação entre 95 e 96.

O nível mais alto, a Platina, é reservado aos vinhos que passam por uma segunda etapa de degustação e alcançam uma avaliação entre 97 e 100 pontos. No topo da classificação está, por fim, o «Best in Show», o reconhecimento mais prestigioso da competição, destinado a uma seleção extremamente restrita de apenas 50 vinhos considerados os melhores entre todos os participantes.

A avaliação é realizada por um júri internacional formado por mais de 200 profissionais do mundo do vinho, entre Master of Wine, sommeliers e especialistas do setor. As degustações são realizadas rigorosamente às cegas: os jurados não recebem informações sobre o nome da vinícola, o produtor, a marca ou o preço da garrafa. Dessa forma, a avaliação fica concentrada exclusivamente nas características e na qualidade do vinho.

A participação na competição também está sujeita a critérios específicos. As vinícolas podem apresentar somente vinhos já engarrafados e destinados à comercialização, com uma quantidade mínima produzida que garanta sua efetiva disponibilidade no mercado. Um requisito criado para diferenciar os produtos realmente disponíveis aos consumidores de produções limitadas ou que ainda não chegaram ao mercado.

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