A Suprema Corte de Cassação da Itália negou nesta ultima sexta-feira a extradição da ex-deputada brasileira do PL Carla Zambelli no primeiro dos dois processos pelos quais ela foi condenada no Brasil. A decisão anulou o aval anteriormente concedido pela Corte de Apelação de Roma e permitiu a saída da ex-parlamentar da prisão de Rebibbia, onde estava detida desde 2025.
O caso analisado pela Justiça italiana envolve a condenação de 10 anos de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a acusação no Brasil, a ação foi realizada com a ajuda do hacker Walter Delgatti Neto e incluiu a inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
A decisão da Cassação representa uma reviravolta importante no processo aberto entre Brasil e Itália, já que Zambelli possui cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado antes de ser considerada foragida pela Justiça brasileira.
Apesar da negativa da extradição nesse primeiro processo, a situação judicial da ex-deputada ainda não está encerrada na Itália. A Corte italiana deverá analisar nos próximos meses um segundo pedido de extradição apresentado por Brasília.
Esse novo julgamento está relacionado à condenação de cinco anos e três meses de prisão pelo episódio ocorrido durante a campanha eleitoral de 2022, quando Zambelli perseguiu armada um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva pelas ruas de São Paulo.
Após deixar a prisão, a ex-parlamentar publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que pretende seguir uma “missão” política e pessoal na Itália.
O caso continua sendo acompanhado com atenção tanto em Roma quanto em Brasília, sobretudo pelos possíveis impactos diplomáticos e jurídicos envolvendo cooperação internacional e dupla cidadania entre Brasil e Itália.
A Justiça italiana nega extradição da ex deputata do PL Carla Zambelli ao Brasil

