Entre um dos vulcões mais famosos do mundo e paisagens que misturam história, natureza e gastronomia, a região do Monte Vesúvio está redesenhando sua forma de receber visitantes. Longe do turismo apressado e das rotas tradicionais, o território aposta agora em experiências mais lentas, imersivas e sensoriais.
A mudança reflete uma tendência crescente no pós-pandemia: viajar menos para ver e mais para sentir.
Localizado próximo a Nápoles, o Vesúvio é conhecido mundialmente pela erupção que destruiu cidades romanas como Pompeia e Herculano. Hoje, o que antes foi cenário de destruição se transformou em uma das áreas mais fascinantes do sul da Itália.
O solo vulcânico, rico em minerais, deu origem a uma tradição vinícola única, enquanto as encostas verdes e os caminhos naturais oferecem vistas abertas para o Golfo de Nápoles.
Segundo relatos de meios de comunicação locais, a região está investindo em um modelo que combina slow trekking com enogastronomia. A ideia é simples: transformar a visita em uma experiência completa, que mistura caminhadas na natureza com paradas em vinícolas e degustações de produtos típicos.
Os itinerários partem de áreas como Ercolano e avançam por trilhas que levam ao Gran Cono, o ponto mais icônico do vulcão. No caminho, o visitante pode explorar vinícolas entre localidades como Boscoreale e Terzigno, conhecendo de perto a produção de vinhos cultivados em solo vulcânico.
A região já conta com atrações mundialmente conhecidas, como os sítios arqueológicos e a Reggia di Portici, mas o objetivo agora é ampliar o olhar do visitante. A ideia é distribuir melhor os fluxos turísticos e valorizar áreas menos exploradas, incentivando estadias mais longas. Nesse novo modelo, o turismo deixa de ser apenas passagem e se torna permanência.
O interesse por experiências ao ar livre, contato com a natureza e atividades mais lentas cresce em diferentes perfis de viajantes, de jovens a públicos mais maduros. O Vesúvio, com sua combinação única de paisagem, história e cultura alimentar, se posiciona como um destino ideal para esse novo momento.
Entre trilhas, vinhedos e vistas para o mar, a região mostra que é possível redescobrir um dos lugares mais famosos do mundo de uma forma completamente diferente.
A iniciativa aponta para um modelo de colaboração contínua, baseado em formação conjunta, troca de experiências e fortalecimento institucional. Mais do que reagir ao crime, a proposta é antecipar seus movimentos, acompanhando a velocidade das transformações tecnológicas.
Em um mundo hiperconectado, onde fronteiras são cada vez mais simbólicas, a luta contra o crime organizado passa necessariamente pela união de esforços. E, nesse cenário, Brasil e Itália mostram que a cooperação pode ser uma das ferramentas mais eficazes para proteger sociedades inteiras.
Vesúvio aposta em trekking lento e vinho para novo turismo

