Soriano nel Cimino: o outono tem sabor de castanhas e conta a história do lugar

O aroma das castanhas assadas percorre as ruas, as bandeiras dão cor à cidade e os tambores marcam o ritmo da festa. Em Soriano nel Cimino, na região da Tuscia, na província de Viterbo, outubro é o mês em que a comunidade se reúne em torno de suas tradições. Aos pés do Castelo Orsini, os sabores locais se entrelaçam com uma memória coletiva que ganha vida nas praças.

A 59ª Festa das Castanhas, que segue até 18 de outubro de 2026, celebra o fruto símbolo dos Montes Cimini com gastronomia, espetáculos e recriações históricas. Papacqua, Rocca, San Giorgio e Trinità dão forma à festa: quatro comunidades que preservam as cores, os personagens e as tradições da cidade.

A descoberta também passa pelas tavernas, onde a culinária local revela a ligação entre a cidade e os bosques ao redor. A sopa de grão-de-bico com castanhas, os tradicionais nhoques “co’ i ferro” e a panna cotta de castanhas compõem uma experiência marcada pela convivência e pelos sabores do outono. Sentar-se à mesa é uma maneira de entrar no clima da festa e reservar um tempo para saboreá-la.

Nos dias 15 e 16 de outubro, às 20h45, acontece o Convivium Secretum, um percurso enogastronômico pelas tavernas dos bairros históricos, com reserva obrigatória. São duas noites para descobrir a culinária da região em ambientes que evocam outros tempos.

No sábado, 17 de outubro, a programação ganha animação com os jogos populares à tarde e, às 21h30, com o espetáculo “Tambores e Espadas, Bandeiras e Fogo”. Músicos, artistas de bandeiras, espadachins e artistas do fogo das quatro comunidades ocupam a Piazza Vittorio Emanuele II, apresentando diferentes expressões da tradição local.

No domingo, 18 de outubro, das 10h às 12h, Alacris Civitas leva às ruas cenas da vida cotidiana entre a Idade Média e o Renascimento. À tarde, às 15h, a degustação de castanhas assadas na Piazza Vittorio Emanuele II devolve o protagonismo ao fruto que dá nome à festa.

Entre um passeio e uma parada na taverna, Soriano convida a descobrir um outono feito de gestos simples: um cone de papel com castanhas quentinhas nas mãos, uma refeição compartilhada, uma rua percorrida ao som dos tambores. É assim que a festa também conta a história de um lugar e das pessoas que preservam sua identidade.

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