O Pix faz dos brasileiros os maiores pagadores digitais, enquanto os italianos preferem dinheiro vivo

O contraste com a Itália chama a atenção. Apesar do crescimento dos pagamentos eletrônicos nos últimos anos, o dinheiro vivo ainda representa cerca de 24% do valor das transações presenciais no país, o dobro da participação registrada no Brasil, segundo dados do Banco da Itália.
A diferença não é apenas tecnológica, mas também cultural. Enquanto o Pix transformou rapidamente os hábitos de consumo dos brasileiros, permitindo transferências instantâneas e pagamentos em poucos segundos, muitos italianos continuam mantendo uma relação de confiança com as cédulas e moedas, especialmente nas pequenas compras, no comércio de bairro e entre a população mais idosa.
Na América Latina, o avanço brasileiro também impressiona. Em média, o dinheiro em espécie ainda responde por 23% do valor das compras presenciais, quase o dobro da participação observada no Brasil.
O estudo aponta que o Pix foi o principal responsável por essa mudança. Em 2025, os pagamentos diretos de conta para conta (A2A) representaram 42% do valor das compras no comércio eletrônico e 34% das transações nos pontos de venda brasileiros, consolidando o país como referência mundial nessa modalidade de pagamento.
Se durante décadas a Europa foi vista como exemplo em inovação financeira, hoje é o Brasil que começa a servir de modelo. E, ao menos quando o assunto é abandonar o dinheiro vivo, a Itália ainda parece caminhar em um ritmo bem mais lento.
