
Segundo dados divulgados pelo site Rainews24, com base em um levantamento realizado pela Confturismo em parceria com a SWG e a Polling Europe, 54% dos europeus apontam a Itália como o destino preferido para as próximas férias. O país aparece à frente da Espanha (51%), da Grécia (46%), da França (41%) e da Croácia (34%).
O resultado confirma a força de uma marca turística construída ao longo de décadas. Poucos países conseguem reunir em um mesmo território uma combinação tão ampla de patrimônio histórico, arte, paisagens naturais e tradições locais. De Roma a Veneza, de Florença à Costa Amalfitana, a Itália continua associada a uma ideia de viagem que mistura cultura, beleza e qualidade de vida.
O levantamento mostra que o principal fator de atração continua sendo o patrimônio histórico e artístico. As grandes cidades monumentais aparecem como o principal motivo de interesse para quase metade dos entrevistados. Museus, sítios arqueológicos e centros históricos seguem entre os maiores cartões-postais do país.
Mas a Itália que atrai os viajantes de 2026 vai além dos roteiros clássicos. Cresce o interesse pelos pequenos vilarejos, pelas experiências gastronômicas ligadas ao território e pelas viagens mais lentas, voltadas ao contato com a natureza e às tradições locais. É uma tendência que acompanha a busca por experiências mais autênticas e menos massificadas.
A pesquisa mostra ainda que muitos turistas associam a Itália menos ao entretenimento ou à vida noturna e mais à descoberta cultural. Para boa parte dos europeus, o país representa um mergulho em séculos de história, arquitetura, arte e modos de vida preservados ao longo do tempo.
O dado também reforça um desafio crescente para o setor turístico italiano. Com o aumento constante da demanda, autoridades e operadores do turismo buscam estimular a visitação de destinos menos conhecidos para reduzir a pressão sobre cidades como Roma, Veneza e Florença e distribuir melhor os benefícios econômicos do turismo.
Em um momento marcado por incertezas econômicas e tensões internacionais, a liderança italiana sugere que a combinação entre patrimônio cultural, gastronomia e identidade territorial continua sendo um dos ativos mais valiosos da Europa. E, pelo menos para milhões de europeus, a próxima viagem dos sonhos ainda tem sotaque italiano.
