A corrida pelas cidades que receberão os jogos da Eurocopa de 2032 entrou em uma fase decisiva na Itália. Na última sexta-feira (31), as 13 cidades candidatas entregaram oficialmente à Federação Italiana de Futebol (FIGC) seus dossiês técnicos, que agora serão analisados antes da definição das cinco sedes italianas do torneio, prevista para setembro.
A Euro 2032 será organizada conjuntamente por Itália e Turquia, conforme decisão do Comitê Executivo da UEFA anunciada em outubro de 2023. Será a sexta edição da competição disputada por mais de um país e marcará a quarta vez que a Itália receberá partidas da fase final do Campeonato Europeu de Seleções. Já para a Turquia, será a estreia como país-sede da principal competição continental.
Ao todo, disputam uma vaga as cidades de Bari, Bolonha, Cagliari, Florença, Gênova, Lecce, Milão, Nápoles, Palermo, Roma, Salerno, Turim e Verona.
Embora a decisão oficial ainda dependa da análise técnica da FIGC e, posteriormente, da homologação da UEFA, algumas candidaturas aparecem em estágio mais avançado.
Turim desponta como uma das favoritas graças ao Allianz Stadium. Inaugurado em 2011, o estádio da Juventus é atualmente a única arena italiana considerada plenamente adequada aos atuais padrões da UEFA, sem necessidade de grandes intervenções estruturais.
Roma também é apontada como presença praticamente certa entre as sedes. A capital apresentou três alternativas: o tradicional Estádio Olímpico, que passa por um processo de modernização; o futuro estádio de Pietralata, projetado para ser a nova casa da Roma; e o Estádio Flaminio, cuja reforma ainda enfrenta obstáculos e está em fase menos avançada.
Em Milão, a candidatura está diretamente ligada ao projeto de construção de um novo complexo esportivo na região de San Siro, acompanhado da requalificação urbana do entorno, incluindo um parque de aproximadamente 80 mil metros quadrados.
Florença também fortalece sua candidatura com a reforma do Estádio Artemio Franchi. Apesar de alguns atrasos nas obras, a previsão é de conclusão até o fim de 2029, dentro do cronograma exigido pela UEFA.
Em Nápoles, foram apresentados dois projetos: a modernização do Estádio Diego Armando Maradona, financiada pela Prefeitura e pela Região da Campânia, e a proposta de construção de uma nova arena.
O presidente do Napoli, Aurelio De Laurentiis, vê a Euro 2032 como uma oportunidade para concretizar um antigo objetivo do clube: erguer um estádio próprio. O projeto, no entanto, ainda depende da superação de desafios burocráticos e administrativos.
Além das cidades consideradas favoritas, também permanecem na disputa:
- Bari – Estádio San Nicola;
- Bolonha – Estádio Renato Dall’Ara;
- Cagliari – Unipol Domus ou novo estádio;
- Gênova – Estádio Luigi Ferraris;
- Lecce – Estádio Via del Mare;
- Palermo – Estádio Renzo Barbera ou nova arena;
- Salerno – Estádio Arechi;
- Verona – Estádio Marcantonio Bentegodi.
Todas apresentaram projetos de modernização ou construção de novas estruturas para atender às exigências técnicas da UEFA.
Além do prestígio esportivo, sediar partidas da Euro 2032 representa uma oportunidade econômica significativa. Estudos apresentados durante as reuniões de preparação estimam que as cidades escolhidas poderão movimentar entre 800 milhões e 1 bilhão de euros em investimentos, turismo, geração de empregos e atividades ligadas ao evento.
O presidente do Comitê Olímpico Italiano (CONI), Giovanni Malagò, classificou a competição como “uma grande oportunidade para o país” durante encontro que reuniu representantes do governo italiano, da FIGC e da organização da Euro 2032.
Em setembro, a Federação anunciará as cinco cidades italianas que representarão o país na Euro 2032, além de sedes de reserva, que poderão ser acionadas caso algum projeto não cumpra os prazos estabelecidos pela UEFA.
Mais do que definir onde serão disputadas as partidas, a escolha marcará um momento decisivo para a renovação da infraestrutura esportiva italiana, que busca aproveitar a Euro 2032 como catalisadora de uma transformação há muito aguardada em seus estádios.

