Aeroporto de Roma é eleito o melhor da Europa pela oitava vez desde 2018

Quem desembarca em Roma costuma imaginar que a viagem começa ao sair do aeroporto. Mas, para milhões de passageiros, a experiência italiana já começa dentro do Terminal 3 de Fiumicino. Não por acaso, o Aeroporto Leonardo da Vinci acaba de ser eleito, pela oitava vez desde 2018, o melhor aeroporto da Europa na categoria dos grandes hubs, consolidando uma sequência de reconhecimentos que o transformou em referência mundial em qualidade de serviços.

O prêmio foi entregue durante a assembleia anual do ACI Europe, realizada em Praga, e reforça a posição de Fiumicino como principal porta de entrada da Itália. O reconhecimento leva em conta critérios como eficiência operacional, inovação tecnológica, qualidade do atendimento aos passageiros, sustentabilidade e capacidade de gestão de um dos aeroportos mais movimentados do continente.

A conquista chama atenção porque, há pouco mais de uma década, Fiumicino enfrentava críticas frequentes por problemas de infraestrutura, atrasos e superlotação. Desde então, o aeroporto passou por um amplo processo de modernização conduzido pela Aeroporti di Roma (ADR), com novos terminais, sistemas digitais de controle, ampliação das áreas comerciais e investimentos voltados à experiência do passageiro.

Hoje, o Leonardo da Vinci recebe companhias aéreas de todos os continentes e funciona como um dos principais centros de conexão entre Europa, América, Oriente Médio, África e Ásia. Nos últimos anos, também ganhou destaque pelos investimentos em sustentabilidade, incluindo o uso crescente de energia renovável, iniciativas para redução das emissões de carbono e projetos de inovação reconhecidos internacionalmente.

O desempenho europeu também encontra reflexo nos rankings globais. Em 2026, Fiumicino apareceu entre os dez melhores aeroportos do mundo na classificação da consultoria Skytrax, resultado que reforça a transformação do terminal romano em um dos hubs mais competitivos do setor aéreo internacional.

O reconhecimento chega justamente em um momento de forte expansão. A administradora do aeroporto apresentou um plano de investimentos de cerca de 9 bilhões de euros para preparar Fiumicino para as próximas décadas. O projeto prevê a ampliação da infraestrutura, novas áreas operacionais e melhorias na capacidade do terminal, com o objetivo de atender uma demanda estimada em até 100 milhões de passageiros por ano até 2046.

A estratégia acompanha o crescimento do turismo na Itália e o aumento das rotas intercontinentais. Para o país, fortalecer Fiumicino significa ampliar sua conectividade global, facilitar a chegada de visitantes e consolidar Roma como uma das principais portas de entrada da Europa para viajantes vindos das Américas, da Ásia e do Oriente Médio.

Mais do que um aeroporto, Fiumicino tornou-se um cartão de visitas da Itália contemporânea: um espaço onde tecnologia, eficiência e hospitalidade caminham lado a lado, refletindo a importância cada vez maior do transporte aéreo para o turismo e para a competitividade da economia italiana
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