Há territórios que funcionam apenas porque são bonitos. E há outros que funcionam porque sabem se contar, se reinventar, mudar sem perder a própria identidade. O Vêneto pertence claramente a esse segundo grupo. Em 2025, confirmou-se como a região mais visitada da Itália, mas o dado mais interessante não é o recorde em si. É o caminho que está sendo construído. Uma trajetória que não se encerra com o ano que passou e que já aponta, com força, para um novo impulso em 2026.
O Vêneto é um território que não obriga o viajante a escolher. Aqui não existe um único tipo de férias, porque existem infinitas maneiras de viver o mesmo lugar. O mar Adriático, no verão, vira horizonte, ritual, memória em família. A montanha, no inverno, se transforma em motor econômico e simbólico, entre as Dolomitas, patrimônio da humanidade, a neve que continua atraindo, o esqui, o silêncio, a verticalidade. E há as cidades de arte, com Veneza à frente, mas também Verona, Pádua, Vicenza, Treviso: lugares que não são apenas cartões-postais, mas espaços vivos, atravessados diariamente por quem busca cultura, beleza e história.
Os números confirmam o que se percebe viajando. Segundo o relatório da Federalberghi Veneto, que analisa o período de 1º de janeiro a 15 de dezembro de 2025, o Vêneto lidera a Itália em número de presenças turísticas. Um resultado que não surge por acaso e que não pode ser lido como um episódio isolado. O ano de 2025 foi de consolidação, enquanto 2026 já se apresenta como um novo acelerador, impulsionado sobretudo pela montanha, que continua puxando o crescimento, e por um sistema turístico cada vez mais ativo ao longo de todo o ano.
Até mesmo o setor termal, muitas vezes interpretado de forma superficial a partir de oscilações momentâneas, vive hoje uma fase de acomodação que não significa retrocesso, mas transformação. O turismo de bem-estar está mudando de linguagem, de público, de expectativas. E o Vêneto, com Abano, Montegrotto e toda a região termal dos Montes Eugâneos, permanece como um dos poucos territórios capazes de unir saúde, paisagem, hospitalidade e cultura de forma autêntica.
O verdadeiro coração do sucesso veneto está na capacidade de conectar experiências. Aqui, a viagem é sempre um encontro de caminhos. Depois de um dia de praia, surge uma taça de Prosecco nas colinas de Valdobbiadene. Depois de caminhar entre palácios palladianos, chega-se à mesa, diante de um risoto, de bigoli, de um baccalà mantecato que carrega séculos de história gastronômica e comercial. Os vinhos não acompanham a viagem, eles a contam. Amarone, Soave, Valpolicella, Prosecco não são apenas rótulos, mas territórios líquidos, identidades servidas no copo.
O Vêneto funciona porque é um sistema. Porque em poucos quilômetros a paisagem muda, mas a qualidade da hospitalidade permanece. Porque consegue dialogar com o turismo internacional e com o italiano, com quem busca uma escapada curta e com quem constrói viagens longas e lentas. E, sobretudo, porque entendeu que o viajante de hoje não procura apenas um destino, mas um significado. Quer autenticidade, tempo, histórias verdadeiras. Quer se sentir parte de um lugar, ainda que por poucos dias.
Nesse contexto, 2026 não é uma promessa distante. É uma continuação natural. A montanha seguirá como um dos grandes motores, as cidades de arte reforçarão seu papel cultural, o turismo enogastronômico ganhará ainda mais centralidade, e o Vêneto terá a oportunidade de valorizar com mais força seus territórios menos conhecidos, seus vilarejos, seus percursos lentos, suas experiências capazes de transformar férias em lembranças duradouras.
O protagonismo do Vêneto não é um troféu para ser exibido, mas uma responsabilidade. É a prova de que é possível crescer sem perder a alma, atrair sem se descaracterizar, inovar sem romper com a própria história. E talvez seja exatamente esse o segredo mais profundo de uma região que, ano após ano, continua sendo a escolha preferida de quem viaja pela Itália e que olha para o futuro sabendo que ainda tem muito a oferecer.


Um lugar lindo e cheio de história em cada parede! Amooooo