O Piemonte, região do norte da Itália famosa por seus vinhos, pelo chocolate, pelo arroz e por uma rica tradição gastronômica, também possui uma especialidade simples e genuína ligada ao universo da comida de rua. Estamos falando da friciula astigiana, também conhecida como pizza frita ou focaccina.

É uma preparação que nasceu da cozinha camponesa, feita com poucos ingredientes e que, com o passar do tempo, conquistou um espaço importante nas mesas e nas festas gastronômicas da região de Asti. A friciula é consumida durante todo o ano, principalmente recém-frita e ainda quente, acompanhada de embutidos, queijos e, naturalmente, de uma boa taça de vinho. Na região de Asti, ela também está entre as preparações tradicionais servidas durante o Festival delle Sagre, onde costuma ser acompanhada de lardo, a tradicional gordura curada de porco.

Como são feitas as friciule?

Farinha, água, fermento, óleo e sal. São ingredientes simples, os mesmos que durante gerações fizeram parte da cozinha das áreas rurais do Piemonte. A massa lembra a da pizza, mas muda a etapa final do preparo: ela é dividida em pequenas porções, aberta e geralmente cortada em formatos retangulares, antes de ser mergulhada no óleo quente.

O formato pode lembrar imediatamente o pastel brasileiro, embora sejam preparações bastante diferentes em relação à massa, à textura e à tradição. Depois de frita, a friciula fica dourada e crocante por fora, enquanto mantém uma textura mais macia no interior. Ela é servida ainda quente e pode ser acompanhada por queijos e embutidos, desde o lardo até salame e presunto cru. É justamente o contraste entre a massa frita, ainda quente, e o sabor marcante dos acompanhamentos que torna essa especialidade tão apetitosa.

A friciula é perfeita para uma pausa informal com um autêntico espírito camponês. Pode ser servida como entrada rústica, como merenda sinoira, tradição piemontesa de uma refeição simples no fim da tarde, como acompanhamento para o aperitivo ou simplesmente como um lanche para compartilhar. Com o passar do tempo, essa preparação caseira também conquistou um novo espaço na gastronomia local e na comida de rua da região de Asti.

Ingredientes

300 g de farinha de trigo tipo 0

150 g de água

15 ml de óleo

10 g de fermento biológico

Sal a gosto

Modo de preparo

Coloque a farinha em uma tigela grande. Dissolva o fermento biológico fresco em uma pequena quantidade da água indicada na receita, em temperatura ambiente, e depois despeje na tigela. Acrescente o restante da água aos poucos e comece a misturar com uma colher. Enquanto trabalha a massa, adicione também o óleo e o sal, continuando a misturar até que a farinha tenha absorvido bem os líquidos. Transfira então a massa para uma superfície de trabalho levemente enfarinhada e sove com as mãos até obter uma massa homogênea, macia e lisa.

Coloque novamente a massa na tigela, cubra com um pano úmido ou filme plástico e deixe descansar por aproximadamente uma hora e meia a duas horas, até que dobre de volume. Nesse momento, divida a massa em pequenas porções e faça bolinhas. Abra uma por vez sobre uma superfície enfarinhada, utilizando um rolo, procurando obter uma espessura uniforme. Aqueça uma quantidade generosa de óleo em uma frigideira funda ou em uma panela com bordas altas. Quando o óleo estiver na temperatura adequada para fritura, coloque as friciule uma de cada vez, fritando conforme forem abertas.

A espessura da massa é importante: quanto mais fina, mais leve e crocante ficará a friciula. O cozimento leva geralmente poucos minutos. Quando a superfície estiver bem dourada, retire a friciula do óleo e coloque-a sobre um prato forrado com papel absorvente para eliminar o excesso de gordura.

Sirva ainda quente, acompanhada de lardo, salame, presunto cru ou dos queijos de sua preferência. É justamente em sua simplicidade que a friciula conserva todo o sabor da tradição camponesa do Piemonte.

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