A Ferrari Luce, o primeiro automóvel totalmente elétrico do Cavallino Rampante, criticada por fãs e também por quem não é apaixonado pela marca, deixou todos de boca aberta.

O motivo? O preço de venda.

40 milhões de dólares (cerca de R$ 208,3 milhões), sim, 40 milhões. Imediatamente vocês vão se perguntar: quem gastou essa quantia para comprá-la?

O nome dele é Herbert Wertheim, filantropo americano, apaixonado e colecionador de Ferrari. Em 2025, ele havia desembolsado nada menos que 25 milhões de dólares (cerca de R$ 130,2 milhões) por uma Daytona SP3, mas aquele modelo é um clássico V12 a combustão.

Querem saber também o que há de especial neste leilão? Depois de desembolsar os 40 milhões de dólares, que, é importante destacar, serão destinados à caridade, o carro em questão voltará para a Itália, para Maranello, cidade da Ferrari, e só depois chegará ao novo proprietário, em 2027.

O carro foi adquirido durante a Monterey Car Week, evento dedicado ao mundo automobilístico. A Ferrari Luce tem uma característica realmente especial: traz o número de chassi “0”, sendo, portanto, o primeiro exemplar construído. Ainda mais exclusivo, justamente por se tratar da primeira Ferrari elétrica.

A organização do leilão ficou a cargo da RM Sotheby’s, uma casa de leilões recordista quando o assunto são automóveis clássicos e modernos.

Seu proprietário, Herbert Wertheim, é um empresário nascido em 1939, hoje com 87 anos. Um verdadeiro self-made man.

Nascido na Filadélfia em uma família de imigrantes alemães, Wertheim passou a infância em Hollywood, em um ambiente operário marcado pela presença de um pai violento. Aos 17 anos, entrou para a Marinha dos Estados Unidos. Depois de concluir o serviço militar, iniciou os estudos de optometria e se formou no Southern College of Optometry, em Memphis.

A grande virada em sua vida aconteceu em 1969, quando desenvolveu um tipo especial de corante para lentes de plástico capaz de filtrar os nocivos raios ultravioleta. A partir dessa inovação nasceu a Brain Power Incorporated (BPI), empresa que se tornaria a principal fabricante mundial de instrumentos e produtos químicos oftalmológicos. Wertheim continua até hoje como fundador e CEO da companhia.

Paralelamente à sua atuação no setor oftalmológico, Wertheim construiu uma participação significativa no setor aeroespacial, tornando-se o maior acionista individual da Heico, empresa americana especializada na produção de componentes e tecnologias para as indústrias aeronáutica e de defesa.

Como já mencionado, também em 2025, ele havia adquirido uma belíssima e única Daytona SP3 Taylor Made, com uma pintura exclusiva em dois tons, combinando Giallo Modena com metade da carroceria em fibra de carbono aparente.

Conhecido por seu compromisso com a filantropia, Wertheim e sua esposa aderiram ao Giving Pledge. Após sua morte, ele destinará metade de seu patrimônio à caridade, seguindo a mesma decisão tomada por Warren Buffett e Bill Gates.

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