Pode surpreender encontrar criptas em Veneza, sendo uma cidade nascida sobre a água. Ainda assim, existem diversas igrejas que guardam símbolos funerários e ambientes subterrâneos, embora a maior parte deles hoje esteja frequentemente inacessível ou em condições precárias.

Existem, porém, algumas criptas visitáveis em Veneza, além da mais famosa: a da Basílica de São Marcos.

A primeira parada da nossa viagem subterrânea é a cripta dos Santos Simeone e Giuda, localizada na igreja que fica justamente em frente à estação ferroviária Santa Lucia. Ela é facilmente reconhecida pela grande cúpula verde de cobre e pela belíssima escadaria que conduz à entrada.

Logo abaixo do espaço onde são celebradas as funções religiosas encontra-se a cripta: um ambiente muito escuro onde, à luz de velas, brilham tetos afrescados realizados entre a metade do século XVIII e o século XIX.

As cenas pintadas nas paredes reproduzem as estações da Via Sacra.

Nos tetos, por outro lado, dominam tons dourados e amarelos, além de um intenso bordô, semelhante à cor do sangue. O tema narrativo aqui muda completamente em relação às paredes: são retratados crânios, ossos e episódios do Antigo Testamento. Ao redor, apenas silêncio. Um silêncio de tumba.

Por volta de 1806, a função da cripta como local de sepultamento de prelados transformou esse espaço em um ponto de referência para os cultores da morte.

Sendo um local muito escondido e secreto para a época, acredita-se que grupos maçônicos também se reuniam ali.

A segunda cripta da nossa viagem sob Veneza nos leva à igreja de São Zacarias. Aqui encontramos um ambiente muito mais simples em comparação com a primeira cripta, mas com um fascínio igualmente intenso.

Mitos e lendas contam que a igreja de São Zacarias teria sido uma das oito igrejas doadas a Veneza pelo bispo de Oderzo, São Magno, que chegou à lagoa veneziana no século VII.

Também neste caso a cripta está localizada abaixo do átrio cerimonial da igreja.

No interior encontramos um altar de mármore e uma escultura da Virgem Maria.

Antigas fontes oficiais testemunham que esta cripta abrigava oito túmulos de doges dos primeiros séculos da República de Veneza.

O ambiente encontra-se abaixo do nível médio do mar e, por esse motivo, durante grande parte do ano há presença de água em seu interior.

Quando ocorrem os fenômenos da acqua alta em Veneza, a cripta torna-se inacessível. Infelizmente, essa condição acabou afetando inevitavelmente seu estado de conservação ao longo do tempo.

A cripta mais famosa e visitada continua sendo, obviamente, a da Basílica de São Marcos. Imaginem que, no século XVI, ela foi fechada por causa das constantes inundações e, com o passar dos séculos, acabou completamente esquecida. Foi redescoberta no século XIX, restaurada e posteriormente reaberta ao público. Ainda hoje pode ser visitada, embora continue exposta aos riscos provocados pelos eventos excepcionais de acqua alta.

Existem diversos tours dedicados à Veneza subterrânea, com preços e durações variadas, facilmente encontrados na internet. Para visitar a cripta de São Marcos, os ingressos podem ser adquiridos diretamente no site oficial da basílica.

Basílica de São Marcos

https://www.basilicasanmarco.it: Veneza subterrânea, um mundo secreto

Tour Veneza subterrânea – lendas e fantasmas de Veneza

https://www.headout.com/it/tour-della-citta-di-venezia/venezia-sotterranea-leggende-e-fantasmi-di-venezia-e-11778/: Veneza subterrânea, um mundo secreto

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