ter. fev 10th, 2026

Vai morar na Itália? Antes de escolher a cidade, veja onde se paga menos imposto 


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Vai morar na Itália? Antes de escolher a cidade, veja onde se paga menos imposto 


Está pensando em ir morar na Itália e não sabe por onde começar? Além do clima,
do trabalho e da qualidade de vida, há um detalhe que costuma passar despercebido
por quem chega de fora, mas que pesa todos os meses no orçamento: o endereço.
Na Itália, viver em uma cidade ou em outra pode significar pagar centenas de
euros a mais ou a menos por ano em impostos locais.

É o que mostra um dossiê publicado pelo portal Today, que comparou o peso das
addicionais regionais e municipais do Irpef (o imposto de renda italiano) e
da Tari, a taxa de coleta de lixo, para uma família com renda média. O
resultado é claro: a diferença entre os territórios mais caros e os mais leves
chega perto de 1.000 euros por ano.

Nas grandes cidades, o custo fiscal acompanha o dinamismo econômico. Em
Milão, por exemplo, a soma das
addicionais do Irpef pode alcançar 2,8% da renda. Para uma família que ganha
30.000 euros por ano, isso representa cerca de 840 euros, aos quais se somam
300 a 400 euros de Tari. Em Roma, a
situação é parecida: addicionais entre 2,5% e 2,7%, com uma taxa de lixo em
torno de 350 euros.

Outras cidades do Centro-Norte também aparecem no grupo mais oneroso do país.
Bolonha e
Florença combinam serviços de alto
nível com uma carga fiscal local elevada, segundo o levantamento do Today.

Mas nem toda a Itália cobra o mesmo preço para viver. No norte alpino, regiões
com estatuto especial e gestão fiscal mais eficiente oferecem um cenário bem
diferente. Em Trento, as
addicionais ficam em torno de 1,2% a 1,3%, o que reduz o imposto local para
algo entre 360 e 390 euros por ano, com uma Tari que costuma não passar de
250 euros. A diferença em relação a Milão pode ultrapassar 500 euros
anuais.

Também figuram entre as áreas mais “leves” do país cidades e regiões do
Trentino-Alto Adige, do Friuli-Venezia Giulia e da Valle d’Aosta, onde
o peso das taxas locais é estruturalmente mais baixo.

No Sul, o quadro é mais irregular. Capitais como
Bari e
Palermo costumam cobrar menos do
que as grandes metrópoles do Norte, mas com variações significativas entre
municípios, sobretudo no valor da Tari, que depende muito da eficiência dos
serviços locais.

Resumindo: as cidades com maior carga local são Milão, Roma, Bolonha, Florença. Aquelas ‘mais leves’ são Trento, Trentino-Alto Adige, Friuli-Venezia Giulia e Valle d’Aosta. 

Para quem vem do Brasil, onde os impostos costumam ser mais uniformes entre as cidades, essa geografia fiscal italiana pode surpreender.

Na prática, escolher
onde morar na Itália não é apenas uma questão de paisagem ou oportunidade
profissional. É também uma decisão financeira. Na Itália, o CEP pode pesar quase tanto quanto o salário. E saber disso antes de fazer as malas pode fazer toda a diferença no fim do ano.

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