O azeite extravirgem deixou de ser apenas ingrediente de cozinha para se transformar em destino turístico. Na Itália, o chamado oleoturismo cresceu 37,1% entre 2021 e 2024 e hoje está entre os segmentos mais dinâmicos do turismo gastronômico.
O dado faz parte do segundo Relatório sobre Turismo do Azeite, promovido pela Associazione Nazionale Città dell’Olio, pela Coldiretti e pela Unaprol. A pesquisa confirma uma tendência clara: viajar para conhecer azeites, olivais e lagares virou experiência cultural.
Sete em cada dez italianos consideram o azeite parte do patrimônio cultural e paisagístico do país.
As experiências vão muito além de provar azeite com pão fresco. Cresce a procura por visitas a lagares históricos, passeios por olivais centenários e até jantares sob as oliveiras, escolhidos por 71% dos visitantes.
O turismo do gosto é um mercado global que movimenta bilhões de dólares e deve crescer ainda mais até 2030. A Europa representa cerca de 30% desse mercado, e a Itália segue entre os destinos mais desejados para experiências enogastronômicas.
Entre as regiões italianas, a Toscana lidera a preferência com 29%, seguida pela Puglia com 28%. Depois aparecem Sicilia, Umbria e Liguria.
Cada território oferece características próprias: da paisagem ondulada da Toscana aos olivais monumentais da Puglia, passando pelos sabores intensos da Sicília.
A Itália conta com mais de 619 mil empresas olivícolas e mais de 500 variedades de azeitona. É uma diversidade que transforma cada degustação em aula de cultura e território.
A demanda cresce tanto entre italianos quanto entre estrangeiros. Alemanha, França, Áustria, Suíça e Estados Unidos aparecem entre os principais mercados. Turistas europeus tendem a gastar entre 20 e 40 euros por experiência, enquanto americanos demonstram maior interesse pelo segmento premium.
Apesar do orgulho nacional, ainda há espaço para aprofundar o conhecimento: menos da metade dos italianos sabe identificar ao menos uma variedade de azeitona produzida em seu próprio território.
O azeite, que sempre foi símbolo da dieta mediterrânea, agora também é motivo para arrumar as malas. Afinal, na Itália, até um fio de extravirgem pode contar uma história.
Turismo do azeite cresce 37% em 2025 e vira experiência na Itália

