qui. jan 1st, 2026

Réveillon na Itália: 400 mil escolhem agriturismo e sabores locais


Com a chegada do Ano-Novo, a Itália se preparou para um Réveillon diferente, longe das multidões e cada vez mais conectado à boa mesa, à natureza e às tradições locais. Para a virada de 2025 para 2026, mais de 400 mil pessoas celebraram o réveillon à mesa de um agriturismo italiano, segundo estimativas da Coldiretti, Campagna Amica e Terranostra.

O número representa um crescimento de 5% em relação ao ano anterior e confirma uma tendência que vem se consolidando entre italianos e turistas: trocar o caos das grandes cidades por experiências mais intimistas, autênticas e ligadas ao território. Das cerca de 26 mil estruturas de agriturismo espalhadas pelo país, a maioria já registrou lotação esgotada para a noite de 31 de dezembro.

No centro dessa escolha está a comida. A tavola tradizionale, base da candidatura da culinária italiana a Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco, segue como principal atrativo. Mas o agriturismo moderno vai além do prato. Nos últimos anos, o setor ampliou sua oferta e passou a investir fortemente em um turismo enogastronômico e experiencial, capaz de dialogar com novos estilos de viagem.

Para quem escolhe passar o Réveillon no campo italiano, a experiência costuma incluir muito mais do que o jantar da virada. Atividades como cursos de culinária regional, passeios pelos bosques, caminhadas temáticas, cavalgadas e roteiros de bicicleta ou a pé pelos chamados cammini fazem parte dos programas mais procurados. A proposta é desacelerar, viver o território e começar o novo ano em contato direto com a paisagem rural.

Outro destaque é o interesse crescente pelos locais de produção. Hoje, um em cada três turistas visita uma vinícola, enquanto um em cada quatro inclui no roteiro queijarias, lagares de azeite ou cervejarias artesanais. Essa curiosidade pelo “por trás do sabor” fortalece economias locais e cria uma relação mais consciente entre quem consome e quem produz.

Esse movimento ajuda a explicar a força do setor. Segundo o mais recente relatório coordenado por Roberta Garibaldi, o turismo enogastronômico na Itália movimenta cerca de 40 bilhões de euros por ano, considerando efeitos diretos e indiretos. Um valor que mostra como tradição, inovação e identidade local podem caminhar juntas.

O Réveillon nos agriturismos italianos simboliza mais do que uma noite festiva. É a expressão de um novo jeito de viajar e celebrar, no qual o luxo está no tempo, no sabor e na autenticidade da experiência.

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