Morreu hoje, em Roma, Valentino Garavani, mestre absoluto da alta-costura italiana e ícone planetário da elegância, aos 93 anos. O estilista faleceu na sua residência romana, deixando um vazio que vai além da moda: Valentino foi uma linguagem estética, uma ideia de beleza, uma gramática do requinte que atravessou décadas de história e de costumes.
Fundador da maison que leva o seu nome, Valentino construiu um universo reconhecível e intemporal: linhas puras, alfaiataria impecável e um culto da feminilidade que nunca correu atrás das tendências, pelo contrário, antecipou-as. E, sobretudo, uma cor que se tornou mito, símbolo e assinatura: o “Vermelho Valentino”, que atravessou passadeiras vermelhas, palácios reais e o cinema, transformando-se numa marca emocional antes mesmo de cromática.
Roma, hoje, despede-se dele como se despede de um grande autor. Porque Valentino não foi apenas um couturier: foi uma presença cultural, capaz de transformar a Cidade Eterna num centro espiritual da elegância internacional, em diálogo constante com a arte, a ópera, a vida social e o imaginário do luxo.
A sua partida marca o fim de uma era: aquela em que a alta-costura era disciplina e espetáculo, rigor e sonho, ateliê artesanal e mito global. E se a moda vive de futuro, há nomes que permanecem para sempre no presente. Valentino é um deles.
O velório vai ser na sede da Fundação Garavani Giammetti PM23 em Piazza Mignanelli 23 em Roma quarta e quinta feira, dias 21e 22 de janeiro das 11:00 às 18:00 horas.
Funeral será na Basilica di Santa Maria degli Angeli e dei Martiri em Piazza della Repubblica em Roma esta sexta feira dia 23 de janeiro às 11:00 horas.


