ter. fev 10th, 2026

De Viena a Roma. As maravilhas dos Habsburgo

Roma prepara-se para receber uma viagem pela história da arte europeia com o ritmo longo das dinastias e o olhar profundo dos grandes museus. De Viena a Roma. As maravilhas dos Habsburgo traz pela primeira vez à capital italiana uma seleção extraordinária das coleções imperiais conservadas no Kunsthistorisches Museum de Viena, um dos grandes templos mundiais da pintura e das artes decorativas.

A exposição narra a formação do gosto e do poder dos Habsburgo, uma das casas reinantes mais influentes da história europeia, por meio de obras que não são apenas obras-primas estéticas, mas verdadeiros documentos políticos e culturais. Retratos dinásticos, cenas sacras e profanas, alegorias do poder e da virtude constroem um percurso que atravessa séculos de história, do Renascimento ao Barroco, acompanhando a expansão e a complexidade do império habsbúrgico.

No centro da mostra está o diálogo entre Viena e Roma: de um lado, a capital imperial, onde as coleções se estratificaram graças a imperadores colecionadores como Rodolfo II e Leopoldo I; do outro, Roma, centro simbólico e artístico da Europa católica, que hoje se torna o palco ideal para reler esse patrimônio. O percurso evidencia como a encomenda artística dos Habsburgo favoreceu artistas e escolas diversas, flamengas, italianas e germânicas, construindo uma visão europeia da arte avant la lettre.

Não faltam os grandes nomes: de Ticiano a Bruegel, o Velho, de Veronese a Rubens, com obras que testemunham o papel central da coleção imperial na conservação e transmissão dos grandes mestres do passado. Ao lado das pinturas, objetos preciosos, tapeçarias e manufaturas revelam a vida na corte, o cerimonial e o imaginário simbólico do poder.

Acolhida nos espaços do Palazzo Cipolla, em Via del Corso, Roma, a exposição da 6 de março até 5 de julho de 2026 insere-se na tradição das grandes mostras internacionais em Roma, oferecendo ao público italiano uma oportunidade rara: observar de perto não apenas “as maravilhas” de uma coleção lendária, mas também o projeto cultural de uma dinastia que utilizou a arte como instrumento de representação, diplomacia e memória.

Um evento que não é apenas uma exposição, mas uma verdadeira aula de história europeia contada pela força silenciosa das imagens.

Compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *