qui. jan 8th, 2026

Criminoso sexual ítalo-brasileiro condenado em São Paulo é preso em Turim após anos foragido

Após anos de fuga e uma complexa investigação internacional, a polícia italiana prendeu em Turim um brasileiro naturalizado italiano, de 41 anos, condenado no Brasil a 20 anos de prisão por violência sexual contra menores. Os crimes foram cometidos entre 2012 e 2018 no estado de São Paulo e tiveram como vítimas meninas do próprio círculo familiar, às quais o homem tinha acesso em razão de vínculos de confiança com os pais e as famílias.

A captura ocorreu no estacionamento de um supermercado na cidade de Cuorgnè, na região do Piemonte, ao norte da Itália. O homem não ofereceu resistência e foi imediatamente conduzido ao presídio de Ivrea, onde permanece sob custódia à disposição da justiça. Pra ele já foi iniciado o procedimento de extradição para o Brasil, solicitado pelas autoridades judiciais brasileiras.

A condenação havia sido imposta pelo Tribunal Penal do distrito de São Paulo pelo crime de “estupro de pessoa vulnerável”. De acordo com as investigações, o réu se aproveitava da relação de parentesco e da confiança dos pais das vítimas, que lhe confiavam as crianças. Os abusos, reiterados ao longo de vários anos, provocaram forte comoção no Brasil e levaram o homem a se tornar um dos foragidos mais procurados do país.

A localização do condenado foi possível graças a uma operação coordenada no âmbito do Projeto Wanted, promovido pelo Serviço Central Operativo (Sco) da Polícia de Estado italiana, em cooperação com o Serviço de Cooperação Internacional de Polícia. A ação envolveu atividades prolongadas de monitoramento, vigilância e cruzamento de informações, até a confirmação definitiva da identidade do foragido.

Segundo a polícia italiana, o caso demonstra a eficácia da cooperação internacional no combate a crimes graves, especialmente aqueles cometidos contra menores. A prisão encerra uma longa fase de latência judicial e reforça um princípio central do direito penal internacional: a fuga não garante impunidade, mesmo quando atravessa fronteiras e se prolonga por anos.

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