Prosseguem regularmente os trabalhos de manutenção extraordinária na Capela Sistina, concentrados na parede do altar onde se encontra o Juízo Final de Michelangelo. O canteiro, iniciado nas últimas semanas pelos Museus Vaticanos, representa a principal intervenção de conservação atualmente em curso no célebre espaço decorado pelo mestre renascentista.
O andaime metálico instalado ao longo de toda a parede oriental da capela permite que os restauradores trabalhem com segurança sobre toda a superfície do afresco. A estrutura, visível também aos visitantes, cobre quase completamente o Juízo Final, substituído por uma reprodução fotográfica que permite manter uma visão geral da obra durante as fases de trabalho.
A Capela Sistina permanece regularmente aberta ao público, com o fluxo habitual de visitantes dos Museus Vaticanos. O acesso não sofreu alterações substanciais, embora o impacto visual do andaime limite a percepção direta de uma das obras-primas mais célebres do Renascimento.
A intervenção em curso tem caráter predominantemente conservativo. Os especialistas estão atuando sobre a superfície pictórica para remover os depósitos acumulados nas últimas décadas, responsáveis pelo progressivo apagamento das cores. Trata-se de uma manutenção programada, considerada necessária após mais de trinta anos do grande restauro concluído nos anos 1990.
A operação faz parte das atividades ordinárias de tutela do patrimônio dos Museus Vaticanos, mas assume um significado particular pelo valor simbólico da Capela Sistina, sede do conclave e local das principais celebrações pontifícias. Justamente a intensidade dos fluxos turísticos – milhões de visitantes todos os anos tornou necessário um controle constante das condições ambientais e do estado de conservação dos afrescos.
Segundo o cronograma atual, os trabalhos deverão ser concluídos até a primavera europeia. Ao término da intervenção, o Juízo Final voltará a ser plenamente visível, com cores mais legíveis e a superfície pictórica estabilizada.
No início de março, portanto, o canteiro encontra-se em sua fase operacional central: andaimes montados, restauradores em atividade e Capela Sistina aberta, ainda que com a temporária ausência visual da grande parede michelangelesca. Para os Museus Vaticanos trata-se de uma etapa técnica relevante, destinada a garantir a conservação futura de um dos espaços mais representativos da Santa Sé.

