ter. fev 3rd, 2026

Mel Gibson retorna a Matera para a sequência de “A Paixão de Cristo”

Mais de vinte anos após o épico cinematográfico que marcou uma geração, a “Cidade dos Sassi” prepara-se novamente para falar a linguagem de Hollywood, reafirmando o laço profundo entre o cinema internacional e uma das paisagens urbanas mais emblemáticas do Mediterrâneo. O retorno do diretor e ator norte-americano reacende os holofotes sobre Matera, escolhida mais uma vez por sua extraordinária capacidade de evocar uma dimensão suspensa no tempo, onde passado e presente convivem de forma quase mística.

Os Sassi, com sua arquitetura milenar escavada na rocha calcária e a luz natural que esculpe becos, escadarias e cânions urbanos, já haviam oferecido, em 2004, um cenário de rara potência visual. Naquela ocasião, o ambiente austero e profundamente simbólico contribuiu de maneira decisiva para o impacto emocional e estético do filme, transformando a cidade em um ícone cinematográfico reconhecido mundialmente.

O novo projeto aguardado com expectativa e envolto na compreensível discrição que cerca grandes produções internacionais — recoloca a Basilicata no centro da geografia cinematográfica global. Trata-se de uma notícia que ultrapassa o universo do cinema e reverbera na economia cultural do território: produções dessa magnitude movimentam equipes técnicas, estimulam o setor de serviços, geram empregos, ampliam a visibilidade internacional e renovam a narrativa identitária do lugar.

Matera, já consagrada como Patrimônio Mundial da UNESCO e reconhecida como Capital Europeia da Cultura, confirma-se, assim, como um set natural privilegiado, capaz de atrair tanto o cinema de autor quanto as grandes produções de alcance global. Mais do que um simples pano de fundo, a cidade assume o papel de verdadeiro personagem: austera, simbólica, carregada de história e profundamente cinematográfica.

Com o retorno de Mel Gibson, a “Cidade dos Sassi” volta a ocupar o centro do imaginário hollywoodiano, reafirmando uma vocação singular que une história, espiritualidade e espetáculo. Mais uma vez, o cinema escolhe Matera como palco para narrativas universais — histórias que, a partir de suas pedras ancestrais, continuam a falar ao mundo.

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