Às margens do rio Guaíba, onde a paisagem se abre para a história e para a memória, Porto Alegre ganhou um novo marco simbólico. Foi inaugurado o monumento em homenagem aos 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, uma obra que transforma passado e identidade em presença concreta no espaço urbano.
A cerimônia reuniu autoridades, representantes da comunidade italiana e moradores da cidade, em um momento marcado por emoção e reconhecimento. Em publicação oficial, o Consulado destacou o significado do gesto: “Hoje celebramos com profunda emoção a inauguração do monumento aos 150 anos da imigração italiana em Porto Alegre, uma homenagem justa àqueles que contribuíram com trabalho, coragem e amor ao desenvolvimento desta cidade que chamamos de lar”.
Mais do que um elemento arquitetônico, o monumento foi definido como um símbolo vivo da memória coletiva. “Este monumento é muito mais do que pedra e bronze – é memória viva, é gratidão, é o reconhecimento de uma herança cultural que pulsa nas veias de Porto Alegre”, afirma o texto divulgado pelo consulado.
Durante a solenidade, autoridades ressaltaram que a estrutura passa a funcionar como ponto de referência cultural e comemorativo das celebrações do centocinquentenário da imigração, cujo auge no Estado ocorreu entre 1884 e 1894. Foi nesse período que milhares de famílias italianas atravessaram o oceano em busca de novas oportunidades, deixando marcas profundas no desenvolvimento econômico, social e cultural do Rio Grande do Sul.
O projeto do monumento foi idealizado pelo vereador Jessé Sangalli, a quem também foi dirigido um agradecimento público: “Nosso profundo agradecimento ao Vereador Jessé Sangalli, cujo empenho e dedicação tornaram este projeto realidade”. A obra recebeu apoio institucional do Consulado-Geral da Itália em Porto Alegre, liderado pelo cônsul-geral Valerio Caruso, que acompanhou de perto as iniciativas relacionadas às comemorações dos 150 anos da imigração.
Assinada pelo artista visual Vinicius Vieira, a obra é feita em ferro e representa uma embarcação, referência direta às travessias que mudaram o destino de gerações inteiras. A escolha do local, integrada ao cenário natural do Guaíba, reforça a ideia de viagem, chegada e enraizamento.
Para a comunidade italiana da capital, o monumento foi descrito como “um presente que embeleza nossa cidade e eterniza a história de gerações que atravessaram o oceano em busca de um sonho”. Um convite permanente à reflexão sobre identidade, pertencimento e diálogo entre culturas.
A mensagem final resume o espírito da homenagem: “Que este monumento inspire as futuras gerações a honrar suas raízes e a construir pontes entre culturas, assim como fizeram nossos antepassados há 150 anos”. Uma história que segue viva, agora também gravada na paisagem de Porto Alegre.

