Nova onda de calor leva a Itália aos 40°C: guia para turistas brasileiros

O fenômeno, segundo meteorologistas italianos, é impulsionado por uma nova massa de ar quente vinda do Norte da África, reforçada pelos efeitos do aquecimento global.
As previsões indicam que o calor começará a ganhar força a partir de quarta-feira, atingindo principalmente o norte da Itália. Na Planície do Pó, uma das áreas mais populosas do país, cidades entre a Emilia-Romagna e a Lombardia poderão registrar até 39°C.
No fim de semana, os termômetros devem chegar aos 40°C na Sardenha, enquanto Toscana, Puglia e outras regiões também enfrentarão temperaturas próximas desse patamar. Em Roma, a expectativa é de máximas em torno de 36°C, enquanto Milão voltará a conviver com as chamadas noites tropicais, quando a temperatura não cai abaixo dos 25°C nem durante a madrugada.
Os especialistas explicam que episódios como esse estão se tornando mais frequentes. O aumento gradual da temperatura média do planeta faz com que os tradicionais anticiclones africanos cheguem à Europa ainda mais intensos e persistentes, prolongando as ondas de calor e elevando os riscos para a saúde, principalmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
Para os brasileiros que já estão na Itália ou têm viagem marcada nas próximas semanas, alguns cuidados podem fazer toda a diferença. Vale a pena programar visitas a museus, sítios arqueológicos e centros históricos logo nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde, evitando caminhadas longas entre 11h e 17h, quando o calor costuma atingir seu pico. Também é recomendável carregar sempre uma garrafa de água, usar chapéu, óculos escuros e protetor solar, além de preferir roupas leves e claras.
Outro detalhe importante é que muitas cidades italianas possuem centenas de fontanelle, pequenas fontes públicas de água potável espalhadas por praças e ruas. Elas são seguras para consumo e ajudam moradores e turistas a se hidratarem durante os dias mais quentes.
Quem pretende conhecer cidades como Roma, Florença, Veneza, Milão ou Bolonha deve estar preparado para enfrentar longas caminhadas sobre calçamento de pedra, quase sempre sob sol intenso. Planejar pausas frequentes em locais climatizados e evitar roteiros excessivamente apertados pode tornar a experiência muito mais confortável.
Nos últimos anos, o verão italiano mudou de perfil. Se antes o calor intenso era concentrado em poucas semanas de agosto, hoje temperaturas acima dos 35°C já fazem parte da rotina entre junho e julho e tendem a se prolongar por vários dias consecutivos.
Por isso, para quem sonha em conhecer a Itália com mais tranquilidade, clima agradável e menos filas, continua valendo uma recomendação cada vez mais repetida pelos próprios italianos: sempre que possível, programe a viagem entre outubro e maio. Além de temperaturas mais amenas, esse período oferece uma experiência muito mais confortável para explorar as grandes cidades de arte e o extraordinário patrimônio histórico do país.
