ter. maio 12th, 2026

Europa muda entrada de turistas: o que brasileiros precisam fazer para não ser barrados

Viajar para a Europa deixou de ser apenas comprar a passagem, separar o passaporte e embarcar. A União Europeia e o Reino Unido estão implementando novos sistemas digitais de controle migratório que vão mudar, na prática, a forma como brasileiros entram no continente.

As mudanças envolvem três siglas que começam a aparecer cada vez mais nos aeroportos e sites oficiais: EES, ETIAS e ETA. Apesar dos nomes parecidos, os sistemas têm funções diferentes e exigem atenção dos viajantes para evitar problemas ainda antes do embarque.

A principal mudança é que o controle migratório europeu passa a funcionar de maneira muito mais integrada e digitalizada. O antigo modelo baseado apenas no carimbo do passaporte está sendo substituído por registros eletrônicos, biometria e autorizações online solicitadas antecipadamente.

O primeiro sistema a entrar plenamente em operação é o EES (Entry/Exit System), já ativo em toda a Zona Schengen desde abril de 2026. O mecanismo registra digitalmente entradas e saídas de viajantes de fora da União Europeia, incluindo brasileiros. Na prática, os carimbos no passaporte estão sendo substituídos pela coleta de fotografia facial, impressões digitais e dados do documento de viagem.

O EES não exige uma solicitação prévia do turista, mas muda completamente o controle nas fronteiras. O sistema permite que os países europeus monitorem automaticamente o limite máximo de permanência de 90 dias dentro de um período de 180 dias na Zona Schengen. Quem ultrapassar esse prazo poderá ser identificado de forma imediata pelas autoridades migratórias.

Além do EES, a União Europeia prepara a implementação do ETIAS (European Travel Information and Authorisation System), uma autorização eletrônica obrigatória para cidadãos de países que hoje entram sem visto, como o Brasil. Segundo informações oficiais da União Europeia, o sistema deve começar a operar no último trimestre de 2026, embora a data definitiva ainda não tenha sido anunciada.

O ETIAS funcionará de forma semelhante ao ESTA dos Estados Unidos. Antes da viagem, o passageiro deverá preencher um formulário online vinculado ao passaporte, responder perguntas de segurança e imigração e aguardar a autorização eletrônica. A permissão terá validade de até três anos ou até o vencimento do passaporte utilizado no cadastro. O custo previsto atualmente é de 7 euros para a maioria dos viajantes.

Sem o ETIAS aprovado, o embarque poderá ser negado ainda no aeroporto de origem. A própria União Europeia alerta que, neste momento, ainda não existe sistema aberto para solicitações e que qualquer site oferecendo pedidos antecipados pode não ser oficial.

No caso do Reino Unido, as regras já mudaram. O país passou a exigir o ETA (Electronic Travel Authorisation) para brasileiros que viajam a turismo, mesmo sem necessidade de visto tradicional. O pedido deve ser feito online antes do embarque e fica vinculado eletronicamente ao passaporte.

O ETA britânico tem validade de até dois anos, permite múltiplas entradas e custa cerca de 16 libras esterlinas. Sem a autorização aprovada, companhias aéreas podem impedir o embarque para destinos como London, Manchester ou Edinburgh.

Para brasileiros, as novas exigências não significam o fim das viagens sem visto para a Europa, mas tornam o planejamento muito mais importante. Especialistas recomendam verificar com antecedência a validade do passaporte, acompanhar os cronogramas oficiais do ETIAS e garantir que todas as autorizações digitais estejam aprovadas antes de chegar ao aeroporto.

A tendência é que o controle migratório europeu se torne cada vez mais automatizado, com troca de informações em tempo real entre países e maior monitoramento do histórico de viagens. Para o turista brasileiro, isso significa menos improviso e mais preparação antes de embarcar.
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