O Brasil aparece entre os destinos-chave do export italiano em 2026
O Brasil entra definitivamente no radar estratégico do comércio exterior italiano. Segundo a Mapa do Export 2026, apresentada pela Sace — grupo financeiro controlado pelo Tesouro italiano — o país está entre os 16 mercados prioritários para o crescimento das exportações da Itália no próximo ano. Ao lado de Índia e Marrocos, o Brasil é apontado como uma das novas rotas promissoras para o Made in Italy.
A análise foi destacada pelo Corriere della Sera e comentada por Alessandro Terzulli, economista-chefe da Sace. Mesmo em um cenário internacional marcado por conflitos e incertezas, a meta é ambiciosa: superar os 650 bilhões de euros em exportações em 2026, depois de fechar 2025 com um crescimento de 3,3%, alcançando 643 bilhões.
Para o Brasil, a expectativa é positiva.
O país aparece com índice elevado de oportunidade de exportação, ainda que com riscos médios de crédito e políticos. A possível entrada em vigor do acordo entre União Europeia e Mercosul pode funcionar como motor adicional para ampliar os fluxos comerciais entre Roma e Brasília.
Entre os setores com maior potencial estão a mecânica industrial, o agronegócio, equipamentos elétricos e componentes para meios de transporte, como navios, aviões e trens. São áreas em que a indústria italiana possui forte tradição tecnológica e competitividade internacional.
Mas o Brasil não está sozinho nesse novo mapa global. A Índia ocupa posição de destaque, impulsionada por acordos comerciais e crescimento interno consistente. O Marrocos ganha espaço ao atrair investimentos, inclusive em energias renováveis. Também figuram entre os mercados estratégicos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Singapura, Vietnã, Turquia, Coreia do Sul, México, China, Malásia, Egito, Filipinas, Tailândia e Cazaquistão.
Terzulli alerta, porém, para as incertezas geopolíticas, especialmente no Oriente Médio. Um eventual bloqueio prolongado do Estreito de Hormuz poderia impactar o comércio internacional, dependendo da duração e intensidade do conflito.
Ainda assim, a leitura da Sace é de resiliência. As empresas italianas demonstraram capacidade de adaptação diante de choques recentes, desde guerras até tarifas comerciais. Para 2026, a estratégia é clara: diversificar mercados, reduzir riscos e aproveitar as oportunidades de crescimento.
Nesse cenário, o Brasil se consolida como peça importante no tabuleiro das exportações italianas. Um elo cada vez mais relevante entre a América do Sul e a indústria europeia.
O Brasil aparece entre os destinos-chave do export italiano em 2026

