A Itália melhora em alguns hábitos, mas continua enfrentando desafios importantes quando o assunto é saúde. Segundo dados recentes do Instituto nacional de estatística (Istat), o sedentarismo caiu em 2025, mas ainda atinge cerca de 30,8% da população, ou seja, quase um em cada três italianos.
Ao mesmo tempo, o excesso de peso permanece elevado e estável: 46,4% dos adultos estão acima do peso ideal, sendo que mais de 11% já se encontram em condição de obesidade. Um dado que mostra como o problema é estrutural e difícil de reverter.
O cenário se completa com outros fatores de risco. Cerca de 18,6% dos italianos são fumantes e 15,1% apresentam consumo de álcool considerado arriscado. Há ainda um crescimento expressivo no uso de cigarros eletrônicos, que praticamente dobrou nos últimos anos. No caso do diabetes, estima-se que cerca de 6% a 7% da população adulta italiana conviva com a doença.
Apesar disso, quando comparada ao restante da Europa, a Itália apresenta níveis mais baixos de obesidade e tabagismo. O ponto crítico, no entanto, continua sendo a baixa prática de atividade física, que muitas vezes fica abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
E o Brasil?
O quadro é ainda mais delicado. Dados do Ministério da Saúde do Brasil indicam que 62,6% dos adultos estão com excesso de peso e cerca de 25,7% vivem com obesidade. O sedentarismo também é elevado: aproximadamente 47% da população não atinge os níveis mínimos de atividade física recomendados.
No consumo de álcool, cerca de 18% dos brasileiros apresentam padrão considerado abusivo, enquanto o tabagismo atinge cerca de 9% da população adulta.
Quando se olha para o diabetes, o Brasil também preocupa: cerca de 10,6% da população adulta vive com a doença, o equivalente a mais de 16 milhões de pessoas, colocando o país entre os mais afetados do mundo.
A comparação revela dois caminhos diferentes, mas com desafios semelhantes. Enquanto a Itália lida com hábitos enraizados e uma população mais envelhecida, o Brasil enfrenta o impacto de mudanças rápidas no estilo de vida, com alimentação ultraprocessada e menor atividade física.
Em ambos os casos, os dados mostram que saúde não depende apenas do sistema médico, mas principalmente das escolhas cotidianas. E é justamente nesses pequenos hábitos que se gioca uma das maiores partidas do futuro.
Saúde na Itália: sedentarismo cai, mas sobrepeso e vícios seguem elevados. E o Brasil?

