sex. mar 27th, 2026

Na época da Páscoa, Roma muda de ritmo. Entre celebrações religiosas, igrejas cheias e ruas que ligam história e espiritualidade, a cidade reforça uma de suas tradições mais profundas: a música sacra. Neste ano, o Teatro dell’Opera di Roma leva essa tradição para além dos grandes palcos e volta a ocupar igrejas da cidade com uma série de concertos gratuitos. A iniciativa acontece até o dia 28 de março e propõe uma experiência diferente, mais próxima do público e integrada ao cotidiano dos bairros.

Em vez de se concentrar apenas no centro histórico, os concertos acontecem em igrejas de diferentes regiões de Roma, muitas delas em áreas residenciais. A proposta é justamente ampliar o acesso à música clássica e criar um diálogo direto com a cidade.
Ao todo, são oito apresentações gratuitas, com dois protagonistas: o Coro do Teatro dell’Opera di Roma, regido por Ciro Visco, e a Scuola di Canto Corale, que reúne jovens cantores em formação. A ideia é simples, mas significativa: levar a música aos lugares onde ela nasceu e onde ainda hoje faz parte da vida coletiva.

A programação é dedicada à grande tradição da música sacra europeia, que tem raízes profundas na história italiana. Entre os destaques está o Requiem de Gabriel Fauré, interpretado pelo coro em diferentes igrejas da cidade. Já os alunos da escola coral apresentam obras de compositores que marcaram a história da música religiosa, como Palestrina, Pergolesi, Johann Michael Haydn e Rossini. São peças que atravessam séculos e que encontram nas igrejas o seu espaço natural, onde a acústica e a atmosfera reforçam a experiência musical.

A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo da cidade de Roma, que busca levar a música e a cultura a diferentes públicos, especialmente em períodos simbólicos como o Natal e a Páscoa.

Mais do que concertos, trata-se de encontros. Momentos em que música, arquitetura e comunidade se cruzam, criando uma experiência que vai além da apresentação em si.
Em Roma, onde cada igreja conta uma história, a música sacra volta assim ao seu lugar de origem, como linguagem comum, partilhada e viva.

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