Os museus voltaram ao centro do turismo global em 2025, com mais de 200 milhões de visitas somadas entre os 100 mais frequentados do mundo. E nesse cenário, dois países se destacam com força: a Itália, referência histórica da cultura, e o Brasil, que vive um momento de crescimento e renovação.
No ranking anual da revista The Art Newspaper, o topo permanece dominado por nomes clássicos. O Museu do Louvre lidera com mais de 9 milhões de visitantes, seguido pelos Museus Vaticanos, que ocupam o 2º lugar com quase 7 milhões.
A principal novidade vem da Ásia: o Museu Nacional da Coreia sobe ao 3º lugar, ultrapassando o British Museum, que fica em 4º. O top 10 se completa com nomes como o Metropolitan Museum of Art e grandes instituições europeias e asiáticas. Esse avanço confirma uma tendência clara: os museus asiáticos e, em menor escala, os latino-americanos, estão crescendo rapidamente, enquanto Europa e Estados Unidos mantêm números mais estáveis.
Mesmo nesse cenário mais competitivo, a Itália mantém sua relevância global. As Gallerie degli Uffizi aparecem entre os mais visitados do mundo, ocupando a 9ª posição com cerca de 5,3 milhões de visitantes. O resultado reforça o peso cultural italiano no turismo internacional. Em cidades como Florença e Roma, os museus continuam sendo pilares da experiência, atraindo visitantes de todo o mundo.
Na América Latina, o destaque é o Museu de Arte de São Paulo (Masp), que aparece entre os 100 mais visitados do mundo, ocupando a 67ª posição com cerca de 1,2 milhão de visitantes. Mais do que o dobro em relação ao ano anterior.
O crescimento acompanha uma tendência regional mais ampla, com o público cada vez mais interessado em instituições que valorizam identidade, diversidade e novas narrativas culturais. O ranking de 2025 mostra um cenário em transformação, mas com bases sólidas. Museus seguem como grandes polos de atração, capazes de movimentar turismo, economia e imagem internacional.
Entre tradição e renovação, Itália e Brasil mostram que a cultura continua sendo uma das formas mais fortes de conexão entre países — e um dos motivos mais poderosos para viajar.
Museus dominam turismo global e Itália e Brasil brilham no ranking

