qui. mar 12th, 2026

Legado das Olimpíadas: o turismo na Lombardia deve crescer muito até 2028

Os Jogos Olímpicos de Inverno de Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, realizados entre Milano e Cortina d’Ampezzo, deixaram um impacto que vai muito além do esporte. Segundo projeções da Regione Lombardia, o evento deve impulsionar o turismo regional em cerca de 16% nos próximos três anos, com um efeito prolongado estimado em 10% adicional, capaz de levar a região a mais de 71 milhões de visitantes em 2028.

A Lombardia, uma das regiões mais visitadas da Itália, aproveitou a visibilidade internacional dos Jogos para reforçar sua imagem como destino turístico global. Cidades históricas, paisagens alpinas e infraestrutura moderna passaram a receber ainda mais atenção de viajantes de todo o mundo.

Durante as semanas olímpicas, o impacto já pôde ser medido nos números da mobilidade. A rede ferroviária regional operada pela Trenord registrou 1,3 milhão de passageiros adicionais, um aumento de cerca de 10% em relação ao fluxo habitual. Ao todo, foram 13,9 milhões de viagens realizadas no período.

Para atender à demanda, o sistema ferroviário ampliou a oferta em mais de 200 mil quilômetros de serviço, com cerca de 120 trens extras. A linha entre Milão e Valtellina, área alpina próxima às competições, registrou 483 mil passageiros, um crescimento de 64% em comparação com a frequência normal. Já as linhas suburbanas da capital lombarda transportaram 6 milhões de passageiros, alta de 15%.

A organização do evento também exigiu um grande esforço na área de saúde e segurança. Cerca de 1.500 profissionais de saúde participaram da operação, além de mais de 4 mil socorristas do sistema regional de emergência. Outros mil profissionais médicos vieram de fora da região para apoiar os serviços durante as competições.

Embora os Jogos tenham sido centrados em esportes de inverno, o evento também reuniu atletas e torcedores de diversos países. O Brasil, tradicionalmente associado a esportes de clima tropical, tem uma presença simbólica crescente nas Olimpíadas de inverno desde a histórica medalha de bronze conquistada por Isabel Clark no snowboard cross nos Jogos de Turim em 2006, a primeira medalha olímpica de inverno do país.

Essa lembrança reforça como os Jogos de inverno, além de celebrarem o esporte, ajudam a aproximar diferentes culturas e regiões do mundo. No caso da Lombardia, o legado parece ir além das pistas de gelo e neve: ele se traduz em mais visitantes, maior visibilidade internacional e novas oportunidades para o turismo nos próximos anos.

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