seg. fev 23rd, 2026

Itália vai gerar 1,4 milhão de vagas até abril, mas quase metade pode ficar sem candidato



A Itália deve gerar cerca de 1,4 milhão de contratos de trabalho entre fevereiro e abril de 2026, mas quase metade das vagas corre o risco de ficar sem candidatos. Segundo levantamento da União das Câmeras de Comercio em parceria com o Ministério do Trabalho, 46,6% das posições previstas são consideradas de difícil preenchimento, seja pela ausência de interessados, seja pela falta de qualificação adequada.

Só em fevereiro, as empresas estimam 424 mil novas contratações. O setor de serviços concentra a maior parte das oportunidades, com 274 mil admissões no mês e 933 mil no trimestre. Turismo, hotelaria e restaurantes lideram com 71 mil vagas em fevereiro e 287 mil até abril. O comércio aparece em seguida, com 57 mil postos no mês e 183 mil no trimestre. Serviços de assistência e cuidado às pessoas projetam 49 mil contratações em fevereiro e 150 mil no período, enquanto atividades de apoio a empresas e famílias somam 34 mil vagas no mês e 111 mil no trimestre.

A indústria também mantém protagonismo, com 123 mil admissões previstas em fevereiro e 367 mil até abril. A indústria manufatureira responde por 74 mil vagas no mês e 223 mil no trimestre. As maiores demandas estão nas áreas mecânica e eletrônica, com 19 mil contratações em fevereiro e mais de 55 mil no trimestre, seguidas por metalurgia e produção de artigos metálicos, com 15 mil no mês e 42 mil no período. A construção civil prevê 49 mil admissões em fevereiro e 144 mil no trimestre. Já a agricultura e o setor primário somam 27 mil contratos no mês e quase 102 mil entre fevereiro e abril.

Apesar do volume expressivo de oportunidades, o mercado enfrenta um descompasso crescente. Em 28,7% dos casos, as empresas relatam não encontrar candidatos. Em 14,1%, a dificuldade está na falta de competências específicas. Há escassez de profissionais como acabadores da construção, serralheiros, mecânicos, fundidores, soldadores e técnicos de instalação e manutenção elétrica e eletrônica. Entre os técnicos e profissionais qualificados, mais da metade das buscas encontra obstáculos, especialmente nas áreas de saúde, engenharia, logística, gestão e tecnologia da informação.

No setor primário, 43,9% das contratações previstas também enfrentam dificuldades, sobretudo por falta de candidatos, que responde por 31% dos casos. As maiores criticidades envolvem cargos de direção, profissões de alta especialização e operários qualificados. O cenário revela um mercado de trabalho dinâmico e com forte demanda, mas travado pela escassez de mão de obra preparada. A Itália contrata, mas nem sempre encontra quem possa ocupar as vagas disponíveis.

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