qua. mar 18th, 2026

Airbnb repassou 110 milhões de euros em taxas turísticas às cidades italianas


O Airbnb repassou mais de 110 milhões de euros em taxa de estadia (tassa di soggiorno) aos municípios italianos em 2025, valor recolhido em nome dos anfitriões que utilizam a plataforma para alugar imóveis a turistas. A informação, divulgada pela própria empresa e amplamente repercutida pela imprensa italiana, indica que o montante representa quase 10% do total arrecadado pelas cidades com a taxa, que no ano passado chegou a cerca de 1,2 bilhão de euros. Segundo a plataforma, a coleta e o repasse direto aos municípios ajudam a garantir que as administrações locais recebam os recursos ligados à atividade turística.

A taxa de estadia é um imposto pago pelos turistas que passam a noite em cidades italianas. A medida foi introduzida no início dos anos 2010 para ajudar os municípios a financiar serviços relacionados ao turismo. O valor varia de cidade para cidade e depende do tipo de hospedagem e da categoria do estabelecimento. Em geral, a cobrança é feita por pessoa e por noite, e pode variar de poucos euros em destinos menores até valores mais altos em cidades muito visitadas, como Roma, Florença ou Veneza.

Os recursos arrecadados entram no orçamento municipal e costumam ser utilizados para financiar serviços como manutenção de centros históricos, limpeza urbana, transporte público, segurança e iniciativas de promoção turística.

Nos últimos anos, o mercado de aluguéis de curta duração cresceu significativamente na Itália, impulsionado por plataformas digitais como o Airbnb. A possibilidade de alugar apartamentos ou quartos por poucos dias ampliou a oferta de hospedagem e passou a atrair um número crescente de turistas. Nesse modelo, em muitas cidades italianas, a própria plataforma coleta a taxa de estadia no momento da reserva e posteriormente repassa o valor às administrações municipais.

O crescimento desse tipo de hospedagem levou o governo italiano a introduzir novas regras para os aluguéis de curta duração. Entre as medidas adotadas estão sistemas de registro nacional para imóveis destinados ao turismo e a obrigatoriedade de códigos de identificação nos anúncios online. Também foram reforçados os mecanismos de controle fiscal e de tributação do setor, com o objetivo de tornar a atividade mais transparente e alinhada às normas nacionais e locais.

Nesse contexto, o repasse das taxas de estadia por plataformas digitais passou a ser considerado um elemento importante para garantir que o aumento do turismo e das novas formas de hospedagem gere também receitas diretas para as cidades italianas.

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