A Itália caminha para fechar 2025 como um de seus melhores anos da história no turismo internacional. As estimativas apontam para 271 milhões de presenças estrangeiras, um crescimento de 6,7% em relação a 2024, confirmando a força do país como um dos destinos mais desejados do mundo. Junto com o aumento do fluxo, cresce também o impacto econômico: a despesa dos visitantes internacionais deve alcançar 57,1 bilhões de euros, consolidando o turismo como um dos principais motores da economia italiana.
Os números foram elaborados pelo Centro Studi Turistici (Cst) para a Assoturismo Confesercenti e revelam um crescimento bastante equilibrado entre as regiões. O Sul e as Ilhas lideram a expansão percentual, com alta estimada de 8,7%, o que significa cerca de 3,3 milhões de presenças a mais. O Nordeste avança 6,7%, seguido pelo Noroeste (6,5%) e pelo Centro do país (5,7%). Um sinal claro de que o interesse estrangeiro vai além dos roteiros tradicionais e se espalha por todo o território.
Quando o recorte é feito por tipo de destino, a diversidade do turismo italiano aparece com força. As cidades e centros de arte continuam sendo protagonistas, com crescimento de 6,4% e um total de 84,5 milhões de presenças estrangeiras. As áreas de montanha surpreendem com alta de 8,5%, enquanto lagos, litoral, zonas rurais, colinas e estâncias termais também registram avanços consistentes. Um mosaico que reflete o apelo do patrimônio cultural, paisagístico e gastronômico do país.
“O turismo confirma a Itália como um dos brands mais fortes do mercado internacional”, afirmou Vittorio Messina, presidente da Assoturismo Confesercenti, destacando a capacidade do setor de gerar valor econômico e atrair fluxos crescentes. Para manter essa trajetória em 2026, segundo ele, será fundamental investir em infraestrutura, elevar a qualidade dos serviços e conter pressões inflacionárias que possam afetar a competitividade.
Roma, por sua vez, simboliza como poucas cidades esse momento positivo. A capital italiana fechou 2025 com 22,9 milhões de chegadas e 52,9 milhões de presenças, superando novamente o recorde do ano anterior. Mais da metade dos visitantes veio do exterior, reforçando o caráter global da cidade. Para o prefeito Roberto Gualtieri, o resultado é fruto de uma estratégia que combina grandes eventos, valorização cultural e geração de empregos, tornando o turismo um verdadeiro motor de desenvolvimento urbano.
Os dados confirmam uma tendência clara: a Itália segue no centro do mapa turístico mundial. E, para o público brasileiro, que tradicionalmente mantém laços históricos, culturais e afetivos com o país, esses números ajudam a explicar por que viajar à Itália continua sendo um sonho tão atual quanto clássico.

