Museu Arqueológico de Florença abre à noite com visitas e atividades

A iniciativa começa justamente durante as celebrações da Rificolona, uma das festas tradicionais de Florença, conhecida pelas lanternas coloridas que crianças e adultos carregam pelas ruas da cidade. Na noite de 7 de setembro, o museu ficará aberto das 18h às 22h, criando uma oportunidade diferente para conhecer suas coleções fora do horário habitual.
Mais do que um museu dedicado exclusivamente à arqueologia, o espaço permite acompanhar a história de diferentes povos e culturas que deixaram sua marca na Itália. Seu acervo reúne peças do Egito, da Grécia e da civilização etrusca, além de objetos relacionados à história das coleções florentinas e ao patrimônio reunido pelos Médici.
Durante a noite de abertura, a partir das 18h30, a curadora da seção etrusca, Claudia Noferi, conduzirá encontros a cada meia hora sobre a história da família Médici, do Palazzo della Crocetta, onde funciona o museu, e das antigas coleções de bronzes.
O próprio edifício é parte importante da experiência. O Palazzo della Crocetta foi construído no início do século XVII por Giulio Parigi para a grã-duquesa Maria Maddalena de’ Medici, irmã de Cosimo II. A transformação do palácio em museu arqueológico ajudou a reunir em um único lugar parte significativa das coleções arqueológicas da antiga família governante da Toscana.
A programação também marca o encerramento da exposição Eca Sren Tva – questa immagine, que apresenta algumas peças do acervo através do olhar da artista gráfica e ilustradora florentina Luchadora, nome artístico de Alessandra Marianelli. O finissage está previsto para as 19h.
A partir de setembro, retorna ainda o ciclo I Pomeriggi dell’Archeologico, série de encontros que transforma o museu em espaço de discussão sobre arqueologia, conservação e história. A programação segue até dezembro, com seis primeiros encontros gratuitos dedicados a temas como a proteção do patrimônio durante situações de emergência, os costumes funerários e a vida cotidiana dos antigos gregos e etruscos, além da própria história da arqueologia. A iniciativa já faz parte da programação regular do museu e inclui conferências sobre pesquisa, conservação e estudo das coleções.
A programação especial não termina em setembro. Entre 3 de outubro e o Natal, o Museu Arqueológico também prevê aberturas extraordinárias todos os sábados à tarde, ampliando as possibilidades para quem estiver em Florença e quiser incluir uma visita ao museu no roteiro.
Para o visitante brasileiro, é uma oportunidade interessante de conhecer uma parte menos óbvia de Florença. A cidade costuma ser associada imediatamente à arte renascentista, a Michelangelo, Botticelli e às grandes galerias, mas sua história é muito mais antiga. Antes do esplendor dos Médici, a região já estava inserida em uma longa história de povos, comércio, religião e intercâmbios culturais que atravessam milhares de anos.
É justamente essa perspectiva que o Museu Arqueológico oferece: em vez de olhar apenas para a Florença renascentista, o visitante pode voltar muito mais no tempo e descobrir as civilizações que ajudaram a formar a história da Toscana e da Itália.
